Escapadinhas

Entre vulcões, praias e veleiros: o que não pode perder nas Ilhas Eólias

Um arquipélago da Sicília feito de sete ilhas mágicas, com o mar de um azul cristalino, praias lindas, bons restaurantes e um vinho único. Deixamos-lhe sugestões do que não pode perder.

Autor
  • Catarina Serra Lopes

Um arquipélago da Sicília feito de sete ilhas mágicas, com o mar de um azul cristalino, praias lindas, bons restaurantes e um vinho único. Para viver uns dias com calma, noites cálidas e céu estrelado. Junte um grupo de amigos e alugue um barco ou fique na ilha principal e vá percorrendo as outras ao sabor do vento. Aqui fica o roteiro do que não pode perder. O melhor do melhor das Eólias.

Panarea

Panarea é conhecida por ser a ilha Eólica mais VIP das sete. Em julho e agosto é invadida por atores de cinema, modelos, músicos etc… Naomi Campbell e Catherine Zeta Jones são algumas das veraneantes habituais. Ruas estreitinhas — só circulam carrinhos de golfe –, casas caiadas com terraços com palhinhas, vistas soberbas para o mar, buganvílias a dar cor ao ambiente. Não deixe de conhecer a praia Cala Junco.

Um restaurante

Da Pina, uma mistura de terraço com casinha da avó. Tem mesas com tampos de azulejo, cadeiras de ferro forjado individuais de crochet, louceiros. A ementa é constituída essencialmente por pratos de comida caseira, sendo a especialidade da casa um gnocchi com beringela, que é servido de entrada como cortesia da casa. Prove também o spaghetti à frescaiola e as gambas em papelote com molho de citrinos. Via San Pietro, 98050. Abre todos os dias das 12h às 15h e das 20h às 23h. Reservas obrigatórias através do tel: +39 090 983032. Preço médio por pessoa: 35 euros.

Um hotel

O Raya, o hotel mais charmoso das Ilhas Eólias. Tem apenas 30 quartos, debruçados sobre o mar e sobre a marginal de Panarea e um estilo único, entre o boho e o cosmopolita. Inaugurado em 1956, altura em que o jetset italiano descobriu a pequena ilha de Panarea, o Raya rapidamente se tornou um hotel de culto. Quarto duplo a partir de 300 euros. Reservas no site:  http://www.hotelraya.it

Vulcano

Vale a pena fazer uma paragem nesta ilha, alugar um carro e subir até ao ponto mais alto onde se tem uma vista magnífica sobre as várias caldeiras. A ilha tem três vulcões e o que está ativo é precisamente o que lhe dá nome. Subidas e descidas à parte, cá em baixo há praias com água quente e baías com muito enxofre, ótimas para quem tem problemas de pele (bom, e para todos os outros, naturalmente).

Lipari

É a maior das Eólias e, ao mesmo tempo, é a mais visitada. A partir de Lipari há barcos e tours para as outras ilhas. Tem muralhas construídas a partir do século XIII e um castelo espanhol do século XVI. Pelo centro histórico ainda permanece um ar tipicamente siciliano. Aproveite para comprar alguns dos bons produtos regionais, como as azeitonas, as alcaparras e o tomate seco. Se tiver tempo aproveite para dar uns mergulhos na Praia Branca, a mais bonita da ilha. A areia é escura mas a água é cristalina.

Stromboli

A ilha de Stromboli ainda tem um vulcão activo, embora há três anos que não se registem erupções de lava. Ouvem-se as explosões, vê-se- se o topo fumegante e todos estes elementos dão ainda mais encanto ao local. Stromboli é parecido com Panarea: as ruas estreitas, as casas caiadas, as encostas cheias de terraços debruçados sobre o mar. Um dos ícones da ilha é uma casa cor de rosa onde Ingrid Bergman e Roberto Rossellini viveram seis meses enquanto filmavam o filme “Stromboli”.

A não perder: parar no Il Canneto, um boteco junto ao mar, para para beber um expresso e provar uns cannoli, o doce típico da Sicília. São rolos de massa crocante recheados de ricotta, chocolate, pistachio ou outros sabores.

Salina

Esta é a ilha conhecida pelo Malvasia, um vinho licoroso cultivado naquelas encostas. É também popular pelas alcaparras, que nascem por todos os cantos da ilha, e pelo filme “O Carteiro de Pablo Neruda” — Salina foi um das ilhas onde foram rodadas algumas das cenas de “O Carteiro de Pablo Neruda”.

Uma praia: Em Malfa, uma pequena vilazinha, fica aquela que é considerada a praia mais bonita da ilha, Punta di Scario. A cor da água é difícil de encontrar noutro sítio. Um único senão: a longa escadaria que dá acesso à praia. São cerca de 15 minutos a descer. E o dobro a subir.

Um restaurante: o Nni Lausta, que tem um terraço fantástico e algumas iguarias como beringelas recheadas, anchovas e  pasta à la Norma. Via Risorgimento, 188. Aberto todos os dias das 12h00 às 15h00 e das 19h00 às 23h00. Preço médio por pessoa: 25 euros.

Como ir

A Lufthansa voa de Lisboa ou do Porto para Catânia, na Sicília, com tarifas a partir dos 230 euros. Nesta cidade pode alugar um veleiro com um grupo de amigos e passar uma semana a percorrer o arquipélago — o aluguer fica à volta de 600 euros por pessoa num barco para 8. Ou então pode apanhar um ferry para Lipari, ficar por lá alojado e conhecer as outras ilhas em tours de um dia.

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Texto de Catarina Serra Lopes, fotografia de Catarina Serra Lopes.
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