Já esteve numa viagem de Uber e partilhou a localização por WhatsApp ou outra app porque não se sentia em segurança? A plataforma de mobilidade disponibiliza a partir desta quarta-feira um “kit de segurança” nos carros. Na app, vai passar a existir um “botão de emergência” e a possibilidade de partilhar onde está, avança a empresa em comunicado enviado às redações.

Estas novas funcionalidades são lançadas em Portugal e em mais 38 países onde a empresa opera. A partir da aplicação, os utilizadores deste serviço de mobilidade — passageiros e condutores —  vão ter a opção de “Centro de Segurança” que vai permitir, através de um toque na App, ligar diretamente ao 112 e partilhar a viagem com até cinco contactos de emergência escolhidos previamente.

Com esta nova atualização da aplicação, vai passar a ser possível fazer chamadas entre o utilizador e o condutor de forma anónima, para salvaguardar a privacidade dos contactos. Além disso, tanto na Uber, como na Uber Eats — a aplicação de entrega de comida da empresa que concorre com empresas como a Glovo — os endereços de vão passar a ser ocultados.

Com cerca de 15 milhões de viagens a serem requisitadas todos os dias na app da Uber, estamos a colocar a segurança no centro de tudo o que fazemos”, disse Sachin Kansal em comunicado, responsável de segurança da empresa.

A atualização de segurança da plataforma de mobilidade da Uber é uma resposta da empresa a casos em que tanto utilizadores, como condutores passaram por situações de insegurança. Em abril deste ano, 103 condutores foram acusado de abuso e assédio sexual nos Estados Unidos da América, como noticiou a CNN. Em 2017, a empresa fez um acordo judicial com uma cliente na Índia depois de um executivo da empresa ter obtido ilegalmente a queixa, como dados médicos, da queixosa. Situações em que condutores ficam em situação de insegurança também já foram reportados, como em agosto deste ano, quando a polícia nova-iorquina iniciou uma investigação a um utilizador da app que utilizou esta para roubar motoristas.

A Uber concorre em Portugal com outras empresas como a Cabify, a Taxify e com a Chauffer Privé. A partir de 1 de novembro estas plataformas passam a ser reguladas pela nova lei das TVDE que impõe novas regras em comparação com os táxis, como o licenciamento dos veículos e o pagamento de uma nova taxa de 5% ao Estado.