Ambiente

Duas aves morreram envenenadas no Parque Natural do Douro Internacional

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Dois cadáveres de abutre-do-egito foram encontrados num ninho do Parque Natural do Douro Internacional. A análise realizada aos restos mortais dos animais indica que terão sido envenenados.

O abutre-do-egito é uma espécie em vias de extinção

Foram encontrados dois abutres-do-egito mortos num ninho localizado no Parque Natural do Douro Internacional, conforme comunicado da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA). A análise dos restos mortais dos animais (necrópsia) indica que terão sido vítimas de envenenamento.

Segundo a nota de imprensa, as duas aves — também chamadas de britangos — terão morrido por ingerir um veneno ilegal, o carbofurano. A substância terá provavelmente sido colocada em iscos espalhados pelo terreno com o intuito de matar animais selvagens ou assilvestrados (animais domésticos que por abandono ou fuga se tornaram selvagens), como já aconteceu noutros casos acompanhados pela organização. “Para além de casos em que as vítimas foram espécies selvagens ameaçadas, no Life Rupis estamos a acompanhar situações em que morreram ovelhas ou cães de habitantes locais, por exemplo”, afirma Joaquim Teodósio, da SPEA.

O britango é o abutre mais pequeno da Península Ibérica — Kousik Nandy/Wikimedia Commons

A equipa envolvida explica ainda que para detetar e investigar os casos de envenenamento foram criadas duas brigadas cinotécnicas — brigadas de deteção de venenos compostas por um agente e um cão treinado especificamente para o efeito. Há também elementos da GNR e dos Parques Naturais nos dois lados da fronteira a vigiar terreno.

Para além de situações de envenenamento de animais, o projeto acompanha também casos em que, intencionalmente ou por negligência, as mortes foram causadas por pesticidas ou outros produtos tóxicos utilizados na agricultura.

Para evitar que casos como este se repitam, o projeto desenvolve ações de sensibilização para alertar a população dos riscos associados ao envenenamento ilegal. “O objetivo é conseguir prevenir, para bem da natureza e da saúde pública. E nos casos em que a prevenção for impossível, temos de conseguir detetar e investigar de forma eficaz para que os culpados sofram as consequências devidas,” refere Joaquim Teodósio.

O britango, o mais pequeno dos abutres ibéricos, foi escolhido como Ave do Ano da SPEA, em 2016. O objetivo era chamar a atenção sobre a redução do número de indivíduos em 30% nos últimos 30 anos, que levou a que, atualmente, esteja em perigo de extinção. O envenenamento é um dos problemas enfrentados por esta espécie, mas também a perseguição e a perturbação e destruição do habitat. O Douro Internacional tem uma das mais importantes populações da Península Ibérica com 116 casais.

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