O Presidente francês, Emmanuel Macron, visitou, este domingo, o Arco do Triunfo, em Paris, para observar os danos sofridos pelo monumento, que foi alvo, no sábado, de atos de vandalismo durante os protestos dos “coletes amarelos”.

O Chefe de Estado, acompanhado pelo ministro do Interior, Christophe Castaner, prestou homenagem ao túmulo do soldado desconhecido, que representa todos os franceses mortos na I Guerra Mundial (1914-1918), que os manifestantes sujaram e onde deixaram latas de cerveja e outros objetos.

A Comissão Legislativa do Senado francês vai ouvir na terça-feira o ministro e secretário de Estado do Interior Christophe Castaner e Laurent Nuñez, respetivamente, sobre “os motins e ataques contra as forças de segurança e atos de vandalismo e destruição” durante as manifestações dos “coletes amarelos”, lê-se num comunicado divulgado hoje pela câmara alta do Parlamento francês, informa a agência France-Presse.

A comissão senatorial ouvirá as explicações do ministro do Interior, e do seu secretário de Estado, “sobre os meios postos em prática para fazer face aos protestos”.

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Esta audiência incidirá também sobre “as novas disposições que devem ser tomadas para prevenir a recorrência e agravamento destas condições de extrema gravidade, sem infringir o direito constitucional dos franceses de expressar os seus pontos de vista e descontentamento com manifestações não violentas”.

Castaner já afirmou em comunicado que estava “logicamente disponível para os parlamentares” e que “responderá naturalmente” a essa convocação.

“Desde 17 de novembro, o Ministério do Interior tem comunicado com toda a transparência os elementos relacionados com as questões de segurança relativamente às ações bloqueio dos ‘coletes amarelos'”, acrescentou.

O Presidente francês encontra-se já em Paris, regressado de Buenos Aires, onde participou na Cimeira do G20.

O Ministério do Interior francês atualizou hoje o número de detenções feitas no âmbito dos protestos dos “coletes amarelos”: 412 detenções em todo o país e 133 feridos dos quais 23 são agentes das forças de segurança.

O Governo francês não descarta a possibilidade de decretar o “estado de emergência” após os graves acontecimentos que ocorreram no sábado em Paris, disse hoje o porta-voz do executivo, Benjamin Griveaux, que acrescentou que “todas as medidas devem ser estudadas”, noticiou a Efe.