Animais

“Pegar a flor pelos espinhos” em vez do “touro pelos cornos”. PETA quer acabar com “linguagem anti-animal”

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Organização que defende os direitos dos animais quer abolir expressões populares que contenham linguagem "anti-animal". E dá sugestões para a nova linguagem.

"Pegar o torno pelos cornos" é a expressão usada para quem enfrenta um problema bicudo. A PETA quer tirar o touro desse quadro

Marcos Borga/LUSA

“Pegar o touro pelos cornos”, “matar dois coelhos de uma cajadada”. Expressões e ditados populares que a PETA (organização não governamental dedicada aos direitos dos animais) quer ver eliminados do uso corrente, por entender que se trata de “linguagem anti-animal”.

Numa publicação no Twitter, a organização começa por sublinhar que “as palavras importam” e que a linguagem “evolui à medida que evolui o nosso entendimento de justiça social”. A publicação tinha como intenção apresentar alguns exemplos de expressões usadas regularmente por todos e sensibilizar para a necessidade de darem lugar a outras mais conformes à tal “evolução do entendimento da justiça social”.

“Parem de usar linguagem anti-animal”, dita a PETA na imagem que partilhou na rede social com o que entende que devia passar a ser dito em vez das expressões usadas até aqui. Os ditados em inglês nem sempre têm correspondência em português, mas há dois exemplos que são próximos dos usados em Portugal.

O “matar dois pássaros com uma pedra” (a tradução literal da expressão inglesa) corresponde ao “matar dois coelhos com uma cajadada”. A organização sugere que se passe a dizer “alimentar dois pássaros com um scone”. E o famoso “agarrar o touro pelos cornos” passe a “pegar a flor pelos espinhos”.

Não é uma questão inteiramente nova e já atingiu outra frente tradicional além dos ditados populares. A canção infantil popular “Atirei o pau ao gato” foi tida como politicamente incorreta e logo apareceu uma versão mais amena para o animal: “Atirei o peixe ao gato, mas o gato não comeu”. O debate não tinha, no entanto, apenas uma preocupação com a violência animal, mas com a violência em si e também com linguagem potencialmente discriminatória. Outro êxito popular, o “Sebastião come tudo, tudo, tudo. Sebastião como tudo sem colher. Sebastião fica todo barrigudo. Chega a casa dá pancada na mulher”, era um dos exemplos negativos apontado.

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