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Procuradores reforçam pedido de condenação de Lula da Silva em processo da Lava Jato

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Os procuradores brasileiros reforçaram o pedido de condenação de Lula da Silva, acusado de crimes de corrupção e branqueamento de capitais num processo sobre reformas numa quinta na Atibaia.

O Ministério Público brasileiro acusa o ex- presidente Lula da Silva de ter beneficiado de parte de cerca de 28,9 milhões de euros movimentados pela Odebrecht através de um suborno em obras realizadas na quinta da Atibaia

Fernando Bizerra Jr./EPA

Procuradores brasileiros reforçaram o pedido de condenação do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva num processo sobre reformas numa quinta na cidade de Atibaia, alegadamente fruto de um suborno pago pelas construtoras Odebrecht e OAS.

O reforço no pedido de condenação foi entregue na noite da segunda-feira nas alegações finais redigidas pelo Ministério Público Federal (MPF) para este processo que também tem outras 12 réus.

O MPF defendeu que Lula da Silva seja condenado pela prática dos crimes de corrupção e branqueamento de capitais, acusado de ter sido beneficiado com parte de 128 milhões de reais (28,9 milhões de euros) movimentados pela Odebrecht através de um suborno em obras realizadas numa quinta frequentada pelo ex-Presidente.

O antigo Presidente também é acusado de ter sido beneficiado com parte de outros 27 milhões de reais (6,1 milhões de euros) de subornos supostamente pagos pela construtora OAS.

A denúncia do MPF afirma que ambas as construtoras teriam usado este dinheiro ilícito, alegadamente devido ao Partido dos Trabalhadores (PT) para favorecer contratos com a Petrobras, para pagar reformas na quinta localizada na cidade de Atibaia, que custaram cerca de 850 mil reais (192 mil euros).

A denúncia também menciona um contrato de aluguer do navio-sonda Vitória 10.000, realizado pela empreiteira Schahin junto da Petrobras que teria sido firmado com base na influência de Lula da Silva, que por sua vez supostamente recebeu 150 mil reais (33,8 mil euros).

Agora a petrolífera estatal brasileira, Petrobras, e as defesas de todos os acusados devem fazer as suas alegações finais até 7 de janeiro, seguindo depois o processo para julgamento.

A ação será julgada pela juíza Gabriela Hardt, que assumiu este e outros processos da operação Lava Jato que estavam nas mãos do futuro ministro da Justiça, Sergio Moro.

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