Rádio Observador

Genética

E se pudesse comer sem engordar? Há um gene que permite que isso aconteça

1.456

Investigadores descobriram um gene que permite comer sem engordar. A descoberta pode ser um ponto de partida para doenças como a obesidade, que afeta cerca de 13% da população mundial adulta.

A obesidade afeta cerca de 13% da população mundial adulta e pode chegar até 20% em 2025

Getty Images

Estamos a chegar a uma altura em que já pouco surpreende ao nível da evolução científica: parece que tudo poderá ser possível um dia. Mesmo assim, podemos ficar um tanto incrédulos com certas inovações que vão sendo reveladas. Como a da descoberta de um gene cuja modificação nos vai permitir comer sem engordar.

Uma equipa internacional que se dedica à biotecnologia, juntamente com nutricionistas, descobriu uma nova modificação num gene através de um estudo feito com ratos de laboratório. De acordo com os investigadores, esta alteração permitia que os animais ingerissem alimentos sem engordar um único grama, independentemente do tipo e da quantidade de alimentos que estivesse em causa.

O estudo foi publicado pela Organização Europeia de Biologia Molecular (EMBO, sigla em inglês), e o trabalho é sobre o gene chamado Regulador de Calcineurina 1 — RCAN 1. Em causa está um inibidor desta proteína que têm influência direta no metabolismo. Ao desativarem o gene nos ratos, durante a experiência, os cientistas concluíram que a capacidade de os animais queimarem calorias tinha aumentado exponencialmente.

Num comunicado da Science Daily, os próprios investigadores reconhecem que a descoberta “soa demasiado bem para ser verdade”. Não obstante, a equipa considera que o gene pode trazer boas notícias para doentes com obesidade, bem como trazer benefícios relacionadas com o metabolismo do corpo humano, com a descoberta de novos tratamentos.

Se falarmos em termos do tecido adiposo, que representa 20 a 25% do peso corporal humano, ele divide-se em dois tipos: um deles é responsável por guardar energia e o outro tem uma função termoreguladora, que nos mantém quentes em condições meteorológicas adversas, e está encarregado de queimar calorias. Aquilo que os investigadores querem fazer é transformar o primeiro tipo no segundo; e anular a ação do RCAN 1 pode permiti-lo.

Damien Keating, professor da Universidade de Flint e o responsável pelo estudo, explica: “Os fármacos que desenvolvemos queimam mais calorias quando dormimos, o que significa que o corpo guardaria menos gordura sem precisar de reduzir o consumo de alimentos ou de se manter mais ativo”. Citado pelo El Español, Keating afirmou que “este pode ser um primeiro passo para todas aquelas pessoas que tenham dificuldade em perder peso“.

De acordo com um estudo avançado pela revista médica The Lancet, uma em cada sete mulheres e mais de um em cada dez homens são obesos. A obesidade afeta cerca de 13% da população mundial adulta e pode chegar até 20% em 2025, se o ritmo atual da doença se mantiver. Em Portugal há 1,5 milhões de obesos.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)