Por crescerem rodeadas de tecnologia e de adultos que a usam a todas as horas do dia e à sua frente — telemóveis, tablets, computadores, smart boxes, etc. —, as crianças não demoram a aprender a manusear esses mesmos aparelhos. Algumas fazem-no mesmo antes de aprender a andar ou a falar.

Muitos pais não se importam nada com isso: afinal, que melhor forma de manter os filhos entretidos sem grande trabalho? Porém, é importante impor limites, não só ao tempo de utilização como à própria navegação dos mais novos, para garantir que não se expõem demasiado nem acedem — acidentalmente ou não — a conteúdos impróprios para a sua idade. O que é que se pode fazer nesse sentido? Várias coisas.

1. Usar os filtros de controlo parental

Os filtros de controlo parental existem em diversos sites, sistemas operativos e até como software standalone (caso, por exemplo, do Family Time), e funcionam, como o nome indica, como um filtro que restringe a utilização e o acesso a determinados sites ou aplicações, e que pode, até, ser personalizado em função dos horários da criança — imagine, por exemplo, que só quer que esta possa utilizar o computador ou o telemóvel entre as 16h e as 18h; é possível e, geralmente, muito fácil definir esse tipo de regra. No YouTube, muito utilizado entre os mais novos, é possível utilizar os filtros de controlo parental no site principal ou restringir o uso das crianças ao YouTube Kids, aplicação criada, precisamente, a pensar nos mais novos, e que inclui, também ela, uma série de definições deste género.

2. Perceber que sites e aplicações a criança utiliza/visita

Tente acompanhar os hábitos de navegação dos mais novos e não se iniba de consultar o histórico para perceber que sites são mais visitados. Se perceber que a criança tem tendência para fazer pesquisas que podem devolver resultados indesejáveis, active a ferramenta SafeSearch do Google, algo que pode fazer tanto no computador como no tablet ou até mesmo no telemóvel. Da mesma forma, verifique que esta não descarrega aplicações ou jogos pouco apropriados para a sua idade e tenha especial cuidado com as compras associadas a estas.

3. Estabelecer limites e regras de utilização

Mesmo sem recorrer às ferramentas acima mencionadas, é possível promover uma utilização responsável através de regras pré-estabelecidas em casa. Os horários são o exemplo mais óbvio. Estabeleça períodos de tempo em que a utilização destes aparelhos é permitida. Impeça a sua utilização durante as refeições ou antes que os trabalhos de casa estejam feitos, por exemplo. Outra medida que deve ter em conta é limitar a utilização de computadores, tablets e telemóveis às zonas comuns da casa, nunca aos quartos.

4. Conversar sobre os perigos da Internet

A liberdade de navegar na Internet implica responsabilidade. É importante que as crianças percebam isto. Mas não o vão perceber por si só, é importante conversar com elas sobre o assunto. Deve explicar-lhes, para começar, que nem tudo o que encontram na Internet é verdadeiro, que há sites que não são seguros e que não devem partilhar o email só para aceder a informação neles contida, nem devem descarregar ficheiros ilegais ou potencialmente perigosos. A partir dos 12/13 anos, é normal que queiram criar contas nas redes sociais. Os comportamentos nestas também devem ser objeto de conversa: jamais responder a mensagens de estranhos, jamais divulgar dados pessoais, jamais partilhar fotografias de momentos íntimos familiares. Procure, através de uma conversa educativa, estabelecer regras sobre o que é que é legítimo partilhar nas redes.

5. Ajudar a definir privacidade e passwords

Quando as crianças ou pré-adolescentes, neste caso, começam a usar as redes sociais (Facebook, Instagram, Snapchat, WhatsApp), é importante definir a privacidade das suas contas. Elas podem não saber como o fazer, por isso, a ajuda dos adultos é essencial. A escolha de uma password segura também é importante e deve ser feita com a ajuda dos pais que, sim, devem ficar com acesso às contas dos filhos. E sim, devem, também ser amigos ou segui-los nessas mesmas redes sociais. Por uma questão de segurança, acima de tudo.

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