Sporting

A (falta) de qualidade de jogo, o desgaste físico e um herói chamado Renan: a análise de Keizer

155

Sporting venceu Sp. Braga nos penáltis, está na final da Taça da Liga mas foram mais os aspetos mal conseguidos do que cumpridos para Marcel Keizer, que admitiu que a equipa pode e deve fazer melhor.

Marcel Keizer tornou-se o primeiro treinador estrangeiro a chegar à final da Taça da Liga dez anos depois de Quique Flores

Miguel Pereira

Marcel Keizer tornou-se o primeiro treinador estrangeiro a chegar a uma final da Taça da Liga desde Quique Flores em 2009, quando defrontou no comando do Benfica o Sporting num encontro no Algarve ganho pelos encarnados nas grandes penalidades. No entanto, e vitória à parte, o holandês não se mostrou satisfeito com a capacidade da equipa frente ao Sp. Braga, admitindo mesmo que a formação leonina pode e deve fazer melhor apesar do desgaste que continua a lamentar nos jogadores.

“O empate no final talvez tenha sido um resultado justo mas a qualidade do jogo não foi boa. Quando se ganha nos penáltis é óbvio que se fica feliz porque estamos na final, mas como treinador tenho de olhar para a qualidade do jogo e penso que podemos fazer melhor. O Sp. Braga entrou e jogou melhor nos primeiros dez minutos, estiveram mais agressivos, depois aparecemos mais em jogo também com maior agressividade e depois as duas equipas tiveram as suas oportunidades, não muitas nem com grande qualidade de jogo. Acho que as duas equipas podem fazer melhor”, comentou Keizer na zona de entrevistas rápidas, antes de explicar o porquê da aposta em Luiz Phellype como titular e o desgaste que os jogadores vão acusando.

“É uma questão física para todo o plantel, para os 22 jogadores… Estamos a fazer muitos jogos, toda a gente sabe disso, e às vezes temos de trocar para manter alguma frescura na equipa. Hoje foi o Luiz [Phellype] em vez do Bas [Dost] mas pode acontecer mais no futuro. Mathieu? Também estava um pouco cansado, talvez esteja bom para o próximo jogo. Menos um dia de descanso do que o FC Porto para a final? Não, não nos queixamos por causa do calendário. Só temos de jogar. Claro que era melhor ter três dias e não dois, é complicado mas vamos dar o nosso melhor”, salientou o treinador holandês.

Em paralelo, Keizer destacou ainda o mérito de Renan Ribeiro nas grandes penalidades, aproveitando esse momento para enaltecer o espírito coletivo que o conjunto leonino conseguiu mostrar. “O Renan defendeu quatro penáltis, não foi? Três, aliás, e outro no poste, sim… Muito bom, não? Esteve muito bem. A equipa hoje mostrou espírito coletivo, apesar de estarmos um pouco cansados foi esse espírito que fez o trabalho”, analisou ainda na flash interview.

“A precisão de passe não foi tão como deveria ser. Contra o Sp. Braga, teríamos de ser mais seguros. Nós queremos ter a bola. O posicionamento também não foi suficientemente bom. Na segunda parte fomos menos bons porque falhámos passes a mais e estivemos menos vezes no meio-campo adversário. Não foi o melhor jogo que já vi”, acrescentou na conferência.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: broseiro@observador.pt
PCP

Patrão santo, funcionário posto fora da loja /premium

José Diogo Quintela

Estou chocado. Nunca pensei que o PCP não cumprisse a lei laboral. Mas o PCP está ainda mais chocado: nunca pensou ser obrigado a cumprir a lei laboral. É que escrevê-la é uma coisa, obedecê-la outra.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)