Marcel Keizer tornou-se o primeiro treinador estrangeiro a chegar a uma final da Taça da Liga desde Quique Flores em 2009, quando defrontou no comando do Benfica o Sporting num encontro no Algarve ganho pelos encarnados nas grandes penalidades. No entanto, e vitória à parte, o holandês não se mostrou satisfeito com a capacidade da equipa frente ao Sp. Braga, admitindo mesmo que a formação leonina pode e deve fazer melhor apesar do desgaste que continua a lamentar nos jogadores.

“O empate no final talvez tenha sido um resultado justo mas a qualidade do jogo não foi boa. Quando se ganha nos penáltis é óbvio que se fica feliz porque estamos na final, mas como treinador tenho de olhar para a qualidade do jogo e penso que podemos fazer melhor. O Sp. Braga entrou e jogou melhor nos primeiros dez minutos, estiveram mais agressivos, depois aparecemos mais em jogo também com maior agressividade e depois as duas equipas tiveram as suas oportunidades, não muitas nem com grande qualidade de jogo. Acho que as duas equipas podem fazer melhor”, comentou Keizer na zona de entrevistas rápidas, antes de explicar o porquê da aposta em Luiz Phellype como titular e o desgaste que os jogadores vão acusando.

“É uma questão física para todo o plantel, para os 22 jogadores… Estamos a fazer muitos jogos, toda a gente sabe disso, e às vezes temos de trocar para manter alguma frescura na equipa. Hoje foi o Luiz [Phellype] em vez do Bas [Dost] mas pode acontecer mais no futuro. Mathieu? Também estava um pouco cansado, talvez esteja bom para o próximo jogo. Menos um dia de descanso do que o FC Porto para a final? Não, não nos queixamos por causa do calendário. Só temos de jogar. Claro que era melhor ter três dias e não dois, é complicado mas vamos dar o nosso melhor”, salientou o treinador holandês.

Em paralelo, Keizer destacou ainda o mérito de Renan Ribeiro nas grandes penalidades, aproveitando esse momento para enaltecer o espírito coletivo que o conjunto leonino conseguiu mostrar. “O Renan defendeu quatro penáltis, não foi? Três, aliás, e outro no poste, sim… Muito bom, não? Esteve muito bem. A equipa hoje mostrou espírito coletivo, apesar de estarmos um pouco cansados foi esse espírito que fez o trabalho”, analisou ainda na flash interview.

“A precisão de passe não foi tão como deveria ser. Contra o Sp. Braga, teríamos de ser mais seguros. Nós queremos ter a bola. O posicionamento também não foi suficientemente bom. Na segunda parte fomos menos bons porque falhámos passes a mais e estivemos menos vezes no meio-campo adversário. Não foi o melhor jogo que já vi”, acrescentou na conferência.