Macau

Macau. Presidente da Assembleia Legislativa admite candidatura à chefia do Governo

Ho Iat Seng disse aos jornalistas que irá considerar "ativa e prudentemente essa hipótese", mas acrescentou que ainda não desenvolveu nenhum trabalho de campanha.

O líder do Governo de Macau tem ainda de ser aprovado pelo governo chinês

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  • Agência Lusa

O presidente da Assembleia Legislativa (AL) de Macau afirmou esta quarta-feira que vai considerar a possibilidade de se candidatar a chefe do executivo, noticiou esta quarta-feira o canal português da Rádio Macau.

“Vou considerar ativa e prudentemente essa hipótese”, disse Ho Iat Seng aos jornalistas, à margem do almoço de primavera com a comunicação social do território.

O responsável, que também integra o comité permanente da Assembleia Popular Nacional (APN) chinesa, garantiu nunca ter expressado junto do governo central a intenção de suceder ao atual chefe do executivo de Macau, Fernando Chui Sai On, e acrescentou não ter desenvolvido qualquer trabalho de campanha.

No dia 4 de fevereiro, as autoridades de Macau deram início ao processo para a eleição do chefe do executivo, ao marcarem para dia 16 de junho a escolha dos membros da Comissão de Assuntos Eleitorais do Chefe do Executivo (CAECE), o colégio que vai eleger o sucessor de Chui Sai On.

Esta tarde, decorreu a tomada de posse da CAECE, presidida pela juíza do Tribunal de Última Instância de Macau Song Man Lei.

Além de Song Man Lei, a CAECE integra, igualmente por nomeação, o procurador-adjunto do Ministério Público, Chan Tsz King, o juiz do Tribunal de Segunda Instância, Tong Hio Fong, o diretor dos Serviços de Administração e Função Pública, Kou Peng Kuan, e o diretor do Gabinete de Comunicação Social, Victor Chan.

De acordo com a lei eleitoral, entre a eleição da comissão e a escolha do líder do Governo deve decorrer um período mínimo de 60 dias, ou seja, pode ser escolhido a partir da segunda quinzena de agosto.

Em Macau, tal como em Hong Kong — as duas Regiões Administrativas Especiais da China —, o líder do governo é escolhido por um colégio de 400 elementos representativos da sociedade, quer através de cargos como os de deputados à Assembleia Legislativa, quer por indicação das associações e grupos profissionais do território, desde grupos industriais, comerciais e financeiros até a setores culturais e desportivos.

O líder do Governo de Macau tem ainda de ser aprovado pelo governo chinês.

A cumprir o último ano do segundo mandato como líder do governo de Macau, Chui Sai On não pode, por determinação legal, apresentar-se a um terceiro mandato.

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