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Colômbia

Presidente da Colômbia diz que China será mais forte na América Latina se apoiar Guaidó na Venezuela

O Presidente da Colômbia aconselhou "a China a tomar essa decisão" e instou a comunidade internacional a cooperar para que a ajuda humanitária possa ser levada ao país vizinho.

O Presidente da Colômbia, Ivan Duque, diz que "23 de fevereiro tem de ser o dia em que todos se mobilizam e dizem à ditadura

CARLOS DURAN ARAUJO/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O Presidente da Colômbia defendeu que o papel da China na América Latina será mais forte se esta reconhecer o líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, como Presidente interino, em vez de apoiar Nicolás Maduro.

Ivan Duque disse na quinta-feira, durante a visita à capital dos Estados Unidos, que “aconselharia a China a tomar essa decisão”.

A China é um dos 16 países que apoiaram publicamente Maduro aquando do agravamento da crise política na Venezuela.Os Estados Unidos, o Canadá, a maioria das nações latino-americanas e muitos países europeus estão do lado de Guaidó.

O líder colombiano também instou a comunidade internacional a cooperar para que a ajuda humanitária possa ser levada à Venezuela a 23 de fevereiro. Na terça-feira, Juan Guaidó, num novo desafio a Maduro, assegurou que a ajuda humanitária entrará no país nessa data.

Duque diz que “23 de fevereiro tem de ser o dia em que todos se mobilizam e dizem à ditadura: ‘Basta. Permitam a ajuda humanitária'”. O líder colombiano responsabiliza Maduro por crimes contra a humanidade e defende que deveria ser julgado pelo Tribunal Penal Internacional.

A crise política na Venezuela assumiu nova dimensão a partir de 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e prometeu organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, recusa-se a convocar eleições e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

Esta crise política soma-se a uma grave crise económica e social que levou 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados das Nações Unidas. Na Venezuela residem cerca de 300 mil portugueses ou lusodescendentes.

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