Moçambique

Moçambique. Federação de jornalistas lusófonos pede “libertação imediata” de colega preso

A Federação de Jornalistas de Língua Portuguesa pediu imediata libertação do jornalista Amade Abubacar. Jornalista foi detido em Cabo Delgado quando fotografava famílias que abandonavam a região.

Em carta dirigida a Filipe Nyusi, a FJLP requer ao Presidente os seus os esforços para a libertação imediata do jornalista Amade Abubacar, preso pelo Estado moçambicano

CLEMENS BILAN/EPA

A Federação de Jornalistas de Língua Portuguesa (FJLP) pediu esta quarta-feira ao Presidente de Moçambique a “imediata libertação” do jornalista Amade Abubacar, detido em Cabo Delgado quando fotografava famílias que abandonavam a região com receio de ataques armados.

Em carta dirigida a Filipe Nyusi, a FJLP requer ao Presidente moçambicano os “seus os esforços” para “a libertação imediata do jornalista Amade Abubacar, preso pelo Estado moçambicano”.

“A medida é urgente e fundamental para que esse profissional possa, com liberdade, exercer o seu trabalho, tendo assegurado pela nação o seu direito constitucional”, refere a carta.

Com sede no Brasil, a FJLP agrega jornalistas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Macau (China) e Goa (Índia).

“Na era da globalização, o mundo precisa de saber das atrocidades que são cometidas contra as comunidades na região norte de Moçambique e, exatamente por esse motivo, o trabalho dos jornalistas locais e internacionais reveste-se de extrema importância”, prossegue a carta.

A FJLP lembra que as organizações internacionais de defesa dos direitos humanos condenam “a ação levada a efeito pelos militares contra jornalistas no exercício da sua profissão”.

“Esta manifestação não tem por objetivo questionar a ação militar do Estado moçambicano na defesa da soberania, mas sim o direito de os cidadãos moçambicanos e a comunidade internacional terem acesso a informações que lhe são importantes para a própria vida”, adianta a FJLP. Sustenta ainda a necessidade de o Estado garantir o “trabalho em segurança dos jornalistas”.

Amade Abubacar foi detido a 5 de janeiro na vila de Macomia, no centro de Cabo Delgado, quando fotografava famílias que abandonavam a região com receio de ataques armados.

Em fevereiro foi detido outro jornalista, Germano Daniel Adriano, da Rádio e Televisão Comunitária de Macomia, também na província de Cabo Delgado, no âmbito da cobertura que estava a fazer à violência armada que assola aquela região do país. Germano Daniel Adriano foi acusado de violação do segredo de Estado e instigação pública a um crime, os mesmos crimes atribuídos a Amade Abubacar, também da Rádio e Televisão Comunitária de Macomia.

Em dezembro do ano passado, três jornalistas estrangeiros e um moçambicano foram detidos durante 48 horas pelo exército moçambicano, a caminho do distrito de Palma, em Cabo Delgado, apesar de estarem credenciados pelas autoridades para trabalhar na zona. Distritos recônditos da província de Cabo Delgado, no extremo nordeste do país, a 2.000 quilómetros da capital, têm sido alvo de ataques de grupos desconhecidos desde outubro de 2017.

De acordo com números oficiais, pelo menos 140 pessoas, entre residentes, supostos agressores e elementos das forças de segurança, morreram desde que a onda de violência começou.

Organizações nacionais e internacionais de defesa dos direitos humanos têm manifestado preocupação com a violação dos direitos humanos por parte das Forças de Defesa e Segurança na sua resposta aos ataques que têm vindo a ser protagonizados por grupos armados em alguns distritos da província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, desde outubro de 2017.

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