O Governo vai criar incentivos para a instalação de 100 postos de carregamento rápido para carros elétricos até ao final do ano. O objetivo é começar a instalar estes novos postos a partir de 1 de abril. Os apoios previsto pretendem triplicar a oferta existente. Mas há mais novidades: ainda este ano o carregamento deve passar a ser pago em todos os postos.

A notícia foi avançada pelo Secretário de Estado da Mobilidade, José Mendes, em declarações à Antena 1. “O Governo vai disponibilizar 1,5 milhões de euros para apoiar, a fundo perdido, até 50% do valor do carregador rápido, até um limite de 15 mil euros por carregador”, explicou o governante. Ou seja, a margem estabelecida pelo Executivo permite apoiar a instalação de 100 novos carregadores para carros elétricos.

Estes apoios têm efeito retroativo até janeiro. Segundo explicou o Secretário de Estado da Mobilidade, todos os postos de carregamento rápido que tenham sido instalados desde 1 de janeiro podem submeter-se ao programa de financiamento do Estado.

O governante adiantou ainda que o Governo dá “o mercado por aberto em áreas privativas de acesso público, ou seja: parques de estacionamento e grandes superfícies. Isto significa que aos operadores de pontos de carregamento vão poder cobrar pelo carregamento de veículos elétricos e juntar-se à rede Mobi.E”. A par disto, todos os postos públicos de carregamento não rápido também vão passar a cobrar carregamentos até ao final do ano.

Medidas que o Secretário de Estado da Mobilidade considera naturais, recusando que possam vir a constituir um desincentivo à compra de veículos elétricos. “Não acho é que seja normal imaginar-se que as pessoas carregariam os veículos de forma gratuita para todo o sempre, isso não pode acontecer”, vaticinou José Mendes.

Nos primeiros dois meses do ano, as vendas de carros elétricos triplicaram em Portugal.