Ambiente

Estudantes portugueses vão faltar às aulas para alertar para as mudanças climáticas

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A paralização escolar inspira-se no trabalho de Greta Thunberg, a jovem de 16 anos que discursou nas Nações Unidas e conquistou milhares de crianças e adolescentes por todo o mundo.

Esperam-se protestos em cerca de 70 países por todo o mundo

AFP/Getty Images

Os mais novos querem alertar para as mudanças climáticas e por isso preparam-se para faltar às aulas dia 15 de Março. A iniciativa surge no âmbito de um greve global convocada pelo movimento estudantil internacional Shcool Strike 4 Climate, noticia a agência Lusa. A greve inspira-se em Greta Thunberg, a jovem sueca de 16 anos que discursou nas Nações Unidas e convenceu crianças e adolescentes por todo o mundo a lutar pela justiça climática — em Portugal, espera-se que a paralização escolar alcance cerca de vinte cidades do continente e das regiões autónomas. No resto do mundo, preveem-se 700 protestos em mais de 70 países.

“O nosso objetivo é sensibilizar os estudantes, mostrar o que está errado, apresentar soluções e incentivar as pessoas a levar estas questões ao Governo, que um papel essencial nisto tudo”, afirmou Bárbara Pereira, aluna do Colégio Internato dos Carvalhos e representante do movimento no Porto, à agência Lusa. Sofia Silva, da Escola Secundária Almeida Garrett, afirmou que se “no verão passado Marcelo Rebelo de Sousa tivesse ido nadar à ribeira da Sertã, altamente poluída, como em tempos fez no Tejo, se calhar já não havia plástico a circular nos rios em Portugal”.

Rita Vasconcelos, da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, também criticou o Presidente da República. Disse que Marcelo Rebelo de Sousa “não tem poder direto sobre os atos legislativos que saem na Assembleia da República, mas deve pressionar para que se faça alguma coisa”. A aluna acrescenta ainda que os estudantes “não vão parar de reclamar o direito por aquilo que é um planeta sadio”.

O ministro do Ambiente e Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, disse à agência Lusa que a greve se “alinha absolutamente com o discurso e a prática deste governo”. Filipe Duarte Santos, Presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável, explica que é preciso fazer com que as pessoas não consumam “tantos combustíveis fósseis” de modo a que “não se ultrapasse um aquecimento global de dois graus calsius”.

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