A Harbour Air é uma pequena companhia aérea que explora 12 rotas com 42 hidroaviões, nas áreas de Seatle, Vancouver e Victoria, nos Estados Unidos da América (EUA). O seu CEO, Greg McDougall, está apostado em substituir os motores a gasolina dos aparelhos por unidades eléctricas, sendo que o primeiro protótipo estará em condições de voar ainda este ano.

O objectivo é reduzir o impacto ambiental e, simultaneamente, os custos, tendo a empresa de aviação recorrido à MagniX, especialista nesta área, para desenvolver motores e baterias que garantam a necessária velocidade, capacidade de carga e autonomia. Segundo McDougall, o primeiro aparelho a submeter-se à transformação é um velhinho DHC2 de Havilland Beaver, capaz de transportar seis passageiros, com o motor eléctrico a facilitar a exploração, pois os motores de combustão necessitam de ser reconstruídos ao fim de 3.000 horas de funcionamento.

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Para a MagniX, que já começou a realizar testes, é fácil garantir voos de até 30 minutos, com outro tanto de reserva como medida de segurança, à semelhança do que acontece com o combustível num avião convencional. À medida que a tecnologia das baterias vá evoluindo, a capacidade de voo irá aumentando. A Harbour Air chama a atenção para o facto de 75% dos voos realizados no planeta envolverem deslocações inferiores a 1.600 km, sendo que as deslocações da empresa se posicionam bem abaixo desta fasquia.

Com a capacidade de transportar pessoas ou carga, até 953 kg, o DHC2 monta um motor de pistões radiais com 450 cv, na versão menos possante, podendo ascender a 680 cv com turbo-hélice. Na versão eléctrica montará o motor Magni500, com 750 cv. Caso o período experimental corra tão bem como o esperado, e depois de devidamente aprovado pela Administração Federal da Aviação dos EUA, o DHC2 eléctrico entrará ao serviço, a que se seguirá a adaptação dos restantes 41 aparelhos da Harbour Air. Até lá, veja aqui o motor eléctrico particularmente leve concebido pela MagniX, em fase de testes: