As ruas de Caracas viveram este fim-de-semana o ambiente normal dos últimos meses: as ruas encheram-se de manifestantes. Desta vez, estava em causa um protesto contra os cortes de eletricidade que estão a afetar a Venezuela desde o início de março, liderado por apoitantes de Juan Guaidó, o autoproclamado presidente interino da Venezuela. O problema são os sinais que indicam uma crescente violência política.

Um vídeo publicado no Twitter mostra alegados grupos afetos ao governo de Nicolás Maduro a dispararem contra manifestantes apoiantes de Guaidó.

Naquela rede social, o utilizador descreve aquilo que diz serem os grupos “Defensores da Paz” a abrir fogo contra pessoas desarmadas. “Estes são os grupos ‘Defensores da Paz’ de que fala Maduro. Isto acaba de passar em San Martin às 9 da noite. Polícias e coletivos a disparar sobre gente desarmada”, pode ler-se na publicação no Twitter.

Este é um dos exemplos de vídeos captados em que autoridades de segurança do Estado venezuelano disparam contra manifestantes nos protestos que aconteceram em vários locais de Caracas, convocados por Guaidó.

O líder da oposição e autoproclamado presidente interino tinha feito um apelo à população para esta se manifestar contra os apagões de grandes dimensões que têm paralisado a Venezuela.

De acordo com o espanhol ABC, pelo menos duas pessoas tiveram de ser levadas para o hospital por ferimentos provocados por balas atiradas por um grupo paramilitar armado, em Caracas. Os manifestantes foram ainda dispersados pelo Governo venezuelano, que recorreu a gás lacrimogéneo.

Os cortes de eletricidade na Venezuela duram há quase um mês. O primeiro corte registou-se a 7 de março e durou mais de uma centena de horas.

Esta situação tem também têm deixado as populações sem água, transportes públicos, telefone e internet. Perante o sucedido, Guaidó denunciou o regime de Maduro, alegando que o presidente venezuelano é responsável pelos cortes de energia que já afetaram mais de 90% do país.