Pode estar para perto uma cimeira entre Donald Trump e Xi Jinping. É essa a garantia do Washington Post e do The New York Times, que dão conta de movimentações na Casa Branca que apontam nesse sentido. Ao confirmar-se uma nova cimeira entre os dois líderes, o prato forte do encontro terá de ser inevitavelmente a guerra comercial que os dois países travam desde 2018.

De acordo com aqueles dois jornais, esta quinta-feira à tarde o Presidente dos EUA vi estar reunido com Liu He, enviado especial do governo chinês para o processo de negociações com os EUA.

Para já, a Casa Branca guarda silêncio quanto à possibilidade de uma cimeira, mas o vice-presidente executivo da Câmara de Comércio dos EUA, que é também o chefe da divisão de relações internacionais daquele órgão, sublinha o otimismo deste momento. “As conversações estão a progredir de uma maneira que permite que a confiança cresça”, disse Myron Brilliant. “É mais provável haver um acordo nas próximas semanas do que não haver acordo nenhum, mas ainda há trabalho pela frente”, disse.

Sem mencionar diretamente a possibilidade de uma cimeira, mas ainda assim sublinhando o momento de melhoria de relações entre os dois países, Donald Trump escreveu hoje no Twitter, entre outras coisas, que “o acordo com a China está a ir bem”.

Ao South China Morning Post, uma fonte adianta que a China tem feito concessões ao longo da atual ronda de negociações. Entre estas concessões, pode estar uma maior abertura do mercado chinês a capital norte-americano.

Desde que a guerra comercial começou, as delegações dos EUA e da China já estiveram reunidas nove vezes. Apesar do diálogo persistente, as medidas impostas de um lado ao outro mantêm-se. Da parte dos EUA, que “disparou” primeiro, foram impostas tarifas a um valor aproximado de 250 mil milhões de dólares (222,8 mil milhões de euros) de importações chinesas. Do lado da China, foram impostas sanções a importações norte-americanas, entre bens agrícolas (com especial impacto para a soja e o milho) e automóveis.