Irão

Irão e Iraque comprometeram-se a fortalecer relações económicas e políticas

Ambos os países procuram aumentar as relações bilaterais e os laços económicos com vista a "atingir um volume comercial de 20 mil milhões de dólares nos próximos meses.

Presidente do Irão, Hassan Rohani

PETER KLAUNZER/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O presidente do Irão, Hassan Rohani, e o primeiro-ministro iraquiano, Adel Abdel Mahdi, comprometeram-se este sábado a fortalecer as relações económicas e políticas, apesar da pressão dos EUA para que Bagdade se distancie do regime de Teerão.

O primeiro-ministro do Iraque iniciou uma visita oficial de dois dias ao Irão, a primeira ao país vizinho desde que assumiu o cargo em outubro do ano passado, num momento de tensões políticas entre Bagdade e os Estados Unidos da América (EUA), a outra grande potência que intervém no Iraque.

Numa conferência de imprensa conjunta, o presidente do Irão, citado pela agência de notícias espanhola EFE, destacou que ambos os países procuram aumentar as relações bilaterais e os laços económicos com vista a “atingir um volume comercial de 20 mil milhões de dólares [cerca de 17,8 mil milhões de euros], nos próximos meses”.

Uma das questões importantes no dia de hoje é acelerar a implementação de todos os acordos alcançados entre os dois países durante a minha visita a Bagdade, em março passado”, disse Rohani.

Entre esses acordos, o presidente do Irão referiu-se à emissão de vistos gratuitos para os nacionais de ambos os países, medida já implementada, e à ligação ferroviária entre Shalamcheh e Basora, que ambos esperam colocar em prática a partir de julho deste ano. Outro assunto abordado durante o encontro foi a exportação de eletricidade do Irão para o Iraque, e as ligações da rede de petróleo e gás, estas últimas ainda por concretizar.

Atualmente, as exportações iranianas para o Iraque, país que depende em grande parte do gás, da eletricidade e de alimentos proveniente do país vizinho, chegam aos 13 mil milhões de dólares (perto de 11,6 mil milhões de euros), dos quais sete mil milhões (6,2 mil milhões de euros) não têm a ver com o setor petrolífero.

Essas exportações são as que os EUA querem impedir, após o abandono, em 2018, do acordo nuclear multilateral, assinado em 2015, o que levou à imposição, mais uma vez, de sanções a Teerão, que afetam muitos setores, incluindo energia e bancos.

Washington pediu aos seus aliados que façam o mesmo, mas concedeu, em março, uma nova moratória de 90 dias ao Iraque para adaptar e reduzir sua dependência da energia do Irão.

A esse respeito, o primeiro-ministro iraquiano reiterou o compromisso assumido com os acordos assinados com o Irão e com o “reforço” das relações bilaterais, considerando que “a estreita cooperação entre o Irão e o Iraque beneficia os dois países, a região e o mundo”.

“Dissemos isto no passado e hoje enfatizo: estamos do lado do governo e da nação iraniana nos bons e nos maus momentos”, salientou Adel Abdel Mahdi, em alusão às pressões norte-americanas.

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