A concessionária do aeroporto de Lisboa defende que agora existem condições para ponderar um investimento na construção de um pipeline para o abastecimento ao Humberto Delgado. No entanto, remete essa competência para as empresas petrolíferas que abastecem a infraestrutura.

Em resposta a uma pergunta do Observador, fonte oficial da ANA considera que, “pelo facto de haver, maior clareza sobre o futuro do Aeroporto Humberto Delgado, acreditamos que a distribuição e o abastecimento de combustível por pipelines, poderá ser um investimento ponderado pelas empresas do sector petrolífero, que é quem tem competência e intervenção nesta área.”

Na mesma resposta, a a ANA Aeroportos de Portugal adianta que “gostaria que este projeto fosse considerado num futuro próximo.” A resposta foi dada na sequência de questões levantadas pelo Observador sobre o facto de o plano de expansão da capacidade aeroportuária da capital, apresentado no início deste ano, não prever a construção de um pipeline para abastecer as instalações da Portela.  O acordo assinado entre a Vinci, dona da ANA, e o Governo, prevê a expansão da capacidade do Humberto Delgado, em complemento com o desenvolvimento de um aeroporto complementar no Montijo. Esta solução que pressupõe que o aeroporto atual se mantenha por mais anos.

O interesse num investimento num pipeline para abastecer o atual aeroporto foi no passado comprometido pela incerteza sobre a continuidade da Portela como o principal aeroporto de Lisboa, conforme testemunharam responsáveis do setor petrolífero ouvidos nestes dias. O Observador questionou também o Ministério das Infraestruturas Habitação e a Galp Energia, que é a maior acionista da CLC, empresa que gere o Parque de Aveiras, sobre o tema, mas não obteve para já respostas.

Já esta manhã, em declarações à TSF, o vereador do PSD na Câmara de Lisboa, João Pedro Costa, anunciou que o partido vai apresentar uma proposta para “instar o Governo a construir um oleoduto” para o Aeroporto Humberto Delgado, na próxima reunião da Câmara Municipal de Lisboa. Para o vereador, a necessidade desta infraestrutura é uma das lições a tirar da greve que secou o abastecimento de combustíveis nos últimos dias.