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Telemóvel dobrável da Samsung ainda não saiu e já há queixas de ecrãs partidos

O primeiro smartphone dobrável da Samsung, que vai custar cerca de 2 mil euros, já está a ser testado. Desdobra-se e dobra-se, mas vários jornalistas dizem que se parte. Samsung está a investigar.

O Galaxy Fold foi divulgado em São Francisco, na Califórnia, em fevereiro

MANUEL PESTANA MACHADO/OBSERVADOR

O Galaxy Fold — o smartphone com ecrã dobrável da Samsung divulgado em fevereiro — só vai chegar às lojas a 26 de abril e já há críticas. Nesta altura, várias pessoas estão a testar o equipamento em antecipação, à semelhança de outros lançamentos de telemóveis. Contudo, esta quarta-feira surgiram várias queixas de visores partidos ou danificados por parte de jornalistas do The Verge, Bloomberg ou da CNBC. Os defeitos foram relatados no Twitter e em alguns jornais dois dias depois de os jornalistas começaram a desdobrar e a dobrar o telemóvel com o ecrã flexível interior. Ao Observador, a Samsung adiantou que vai inspecionar estas unidades.

[No Twitter, jornalistas que estavam a testar o produto partilharam imagens de ecrãs danificados]

Por detrás destes danos está um problema no design do produto. Alguns jornalistas que estão a analisar o Fold retiraram uma película protetora do ecrã que não devia ter sido retirada. A Samsung afirma que fazê-lo pode “causar danos” no ecrã e vai “informar claramente os consumidores” para não o fazerem quando o produto chegar ao mercado. Em defesa, quem retirou esta proteção do visor durante a análise afirma que o fez por esta ser parecida com uma película comum para não se riscar o ecrã.

No caso do jornalista do The Verge, que afirma que não removeu esta proteção, o defeito do visor apareceu na dobradiça central do aparelho — surgiu um alto no visor que pode ter sido causado por um detrito que entrou debaixo do visor e ficou ali alojado. “Foi angustiante descobrir isto apenas dois dias depois de receber a minha unidade de análise, mais angustiante ainda foi perceber que esse alto pressionou o ecrã suficientemente até o danificar”, diz Dieter Bohn, que está a analisar o Galaxy Fold para o The Verge.

Ao contrário do Royole Flexpai, que foi o primeiro smartphone dobrável a ser lançado no mercado, e o do Mate X, o telemóvel concorrente da Huawei que vai ser lançado em junho, o Galaxy Fold tem o ecrã dobrável protegido quando não está em utilização. Enquanto os equipamentos da concorrência têm apenas um ecrã dobrável que, dobrado, utiliza apenas um dos lados para funcionar como um smartphone tradicional com visor retangular, o Galaxy Fold tem dois ecrãs. Ou seja, quando está fechado, o Galaxy Fold tem um ecrã de 4,6 polegadas e, quando se desdobra, surge um novo ecrã interior de 7,4 polegadas.

Desde que o Galaxy Fold foi anunciado em fevereiro, a Samsung manteve algum segredo e não teve modelos de teste destes smartphones nem no evento de apresentação a 20 de fevereiro, em São Francisco, no qual anunciou a nova gama S10, nem no Mobile World Congress, que começou poucos dias depois, em Barcelona. Estes eventos ficaram marcados pelas novidades dobráveis em telemóveis que podem mudar o design futuro dos telemóveis. Em resposta, a maior concorrente desta fabricante de telemóveis, a Huawei, deixou desde fevereiro várias pessoas experimentarem o seu conceito de telemóvel dobrável.

[Em fevereiro, o Observador dobrou um destes smartphones com ecrãs flexíveis. Ao contrário do Fold, o Mate X dobra para fora]

No final de março, colmatando algumas dúvidas em relação à resistência do Galaxy Fold, a Samsung divulgou um vídeo no YouTube a demonstrar como está a testar o ecrã dobrável destes equipamentos. Segundo a empresa sul-coreana, “este teste prova que o Galaxy Fold aguenta mais de 200 mil dobras e desdobras (ou cerca de cinco anos de utilização, se utilizado 100 vezes podia) e demora uma semana a ser finalizado”. A empresa afirma que pode ser um teste “demasiado exigente”, mas quer garantir que este produto tem a máxima resistência.

[No YouTube, a Samsung divulgou um vídeo em que mostra os testes que está a fazer ao Galaxy Fold]

O Samsung Galaxy Fold vai chegar ao mercado americano a 26 de abril. Na Europa, só vai começar a ser vendido a 3 de maio, numa lista de apenas alguns países, como Inglaterra, Alemanha ou França, na qual Portugal não se encontra para já incluído. Este aparelho vai ser o primeiro equipamento dobrável lançado por uma grande fabricante de smartphones (ao contrário da Royole, a Samsung é a maior fabricante de smartphones do mundo). Com o lançamento do Fold, o novo mercado de smartphones premium com ecrãs dobráveis fica mais solidificado e começa a arrancar verdadeiramente. À semelhança da concorrência, o Fold vai ter um preço bastante avultado, de cerca de dois mil euros, o que pode definir se os consumidores vão ou não aderir a estes novos designs de telemóveis flexíveis.

Este smartphone tem 12Gb de memória RAM e seis câmaras: três traseiras, uma no ecrã dobrado de 4,6 polegadas, e duas no ecrã desdobrado, de 7,4 polegadas. O processador de 7nm e a dupla bateria fazem a Samsung prometer que vai ser o Galaxy mais rápido e eficiente de sempre.

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