Meo, Nos e Vodafone aderiram à iniciativa GSMA Open Gateway, desenvolvida pela associação GSMA, que trabalha em componentes das aplicações (API) padronizadas, o que permite, em alguns casos, que as aplicações dos seus clientes possam ter serviços standardizados. Neste caso em concreto, segundo foi anunciado esta terça-feira, as API, desenvolvidas com as normas Camara, as três operadoras permitem aos seus clientes instalar duas API específicas: verificação do número de telefone e SIM Swap.
Quando um utilizador aceder à aplicação, por exemplo de um banco que tenha estas API incorporadas, é verificado se o número que está a aceder à aplicação é o associado ao cliente e ainda verificar se o número de telemóvel foi associado a outro cartão.
Os operadores garantem que não há qualquer passagem de informações pessoais dos seus clientes, uma vez que a estas duas questões só é dada uma resposta de Sim ou Não, e é a empresa da aplicação que decide como proceder, se bloqueia o acesso ou não.
Judite Reis, da Nos, indicou, numa apresentação à imprensa, e salienta a importância destas API porque “tem havido um aumento de fraude” e estas ajudarão a combatê-la. E se os serviços financeiros como os bancos serão dos primeiros interessados nestas API, os operadores estendem as possibilidades à saúde, à própria administração pública.
Filipe Mendonça, da Meo, indica que no início de 2027 ficará disponível outra API, que é “number recycle”, para verificar a partir de que data foi o número de telemóvel atribuído a um novo utilizador.
Os responsáveis indicam que a iniciativa foi organizada pela GSMA e “nós aderimos”. Esta é também uma oportunidade para os operadores tentarem monetizar as potencialidades das redes.
E garantem, ainda, que o facto de terem os três operadores as mesmas API não os impede de terem as suas próprias API, diferenciando-se uns dos outros. Mas, concluem, “há API que só funcionam se estivermos todos”.