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Cabo Verde

Cabo Verde sem casos locais de paludismo há mais de um ano quer eliminar doença em 2020

Sem registo de nenhum caso de transmissão desde o ano passado e nenhuma morte, António Moreira considera que Cabo Verde está no bom caminho para eliminar o paludismo do arquipélago no próximo ano.

Em janeiro de 2017, Cabo Verde foi distinguido pela Aliança de Líderes Africanos contra a Malária (ALMA)

EDUARDO COSTA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O diretor do Programa Nacional de Luta contra o Paludismo cabo-verdiano disse esta quarta-feira que o país não registou nenhum caso autóctone da doença há mais de um ano, estando em bom caminho para a eliminar em 2020.

Em declarações à Lusa por ocasião do dia mundial de luta contra o paludismo, que se assinala na quinta-feira, António Moreira avançou que nos primeiros quatro meses deste ano, o país registou quatro casos da doença, mas todos importados, tal como os 21 contabilizados no ano passado.

Sem registo de nenhum caso de transmissão local desde o ano passado e nenhuma morte, o responsável de saúde considerou que o país, o único africano em fase de pré-eliminação, está em bom caminho para eliminar o paludismo do arquipélago no próximo ano.

O país está numa fase de pré-eliminação e eliminação do paludismo, é objetivo nacional eliminar a doença até 2020, não ter casos locais, continuaremos a ter casos importados, dada à localização geográfica e à globalização, o país é aberto, fazemos parte do continente africano, estamos a poucos quilómetros dos países da costa africana ocidental africana, que continuam a ter epidemias de paludismo, e nós estamos numa fase mais avançada e a trabalhar no sentido da eliminação da doença”, traçou António Moreira.

O diretor do Programa Nacional disse que se o país conseguir manter zero casos locais até o próximo ano, haverá depois uma comissão internacional que vai trabalhar com o Ministério da Saúde, para avaliar e certificar que o país está livre da doença.

Para António Moreira, o facto de o país não ter casos autóctones há mais de um ano já é “um bom sinal”, que vai valorizar o trabalho de vários parceiros de saúde, e não só.

No role de parceiros, destacou a Organização Mundial de Saúde (OMS), que apoia técnica e financeiramente, o Governo, associações locais, câmaras municipais, as campanhas nas rádios e televisões e maior envolvência das populações.

Mesmo assim, afirmou que é preciso continuar a ações em todo o país, com as campanhas, formação, sensibilização e vigilância diária aos locais de criadores de mosquitos.

Num momento em que se aproxima a época de maior calor no país, o diretor aconselhou as pessoas a evitar estarem mais expostas a picada do mosquito.

Para tal, indicou que foi elaborado um programa anual, que terá duas fases, uma antes e outra depois do período das chuvas, que terá várias intervenções.

E no início de maio, será realizada uma campanha nacional de pulverização, segundo o diretor do Programa Nacional de Luta contra o Paludismo (PNLP) de Cabo Verde, enfatizando que o objetivo é nunca baixar a guarda.

“É isso que temos estado a fazer, manter sempre vigilantes, informados, atualizados a nível do país, mas também o que se passa nas outras partes do globo”, afirmo à Lusa.

E prosseguiu: “Nós nunca estamos satisfeitos, há sempre situações que infelizmente ocorrem, como uma pluviosidade não prevista, estas alterações climáticas, pelo que o mais importante é estar preparados, trabalhar na prevenção e, se houver, alguma situação anómala é pôr cobro a essa situação”.

A paludismo, ou malária, ainda sem vacina, é uma doença “instável”, de transmissão sazonal, cujo maior período vai de julho a dezembro, toda a população é vulnerável, mas tem baixo risco de epidemia.

Em janeiro de 2017, Cabo Verde foi distinguido pela Aliança de Líderes Africanos contra a Malária (ALMA) com o prémio Excelência 2017, pelos resultados alcançados no combate à doença.

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