Em 2018 os ataques de cães aumentaram face ao ano anterior. De acordo com a edição desta terça-feira do Jornal de Notícias, no ano passado foram registados 1359 participações às autoridades, quando em 2017 o número se tinha fixado em 1189.

Segundo os veterinários ouvidos pelo jornal, a sobrelotação dos canis associada à proibição do abate dos animais tem feito aumentar as matilhas nas ruas e, por consequência, o número de ataques contra humanos.

Os donos dos animais também são responsabilizados pelos especialistas que os acusam de não os conseguirem controlar. As campanhas de adoção que se têm intensificado nos últimos anos podem ser um problema. Parecendo um contra-senso, “assistimos a um autêntico impingir de animais de estimação sem que se tenha em conta se os detentores têm capacidade para lidar com certas raças e certos cães de porte médio ou grande”, adianta Ricardo Lobo, membro da Associação Nacional de Médicos Veterinários.

Um ataque provocado por um cão coloca o animal de imediato numa lista de cães perigosos e estes passam a ser obrigados a circular na via pública de trela e açaime, à semelhança do que já acontece com algumas das raças consideradas potencialmente perigosas. Os animais passam a estar obrigados a frequentar aulas com treinadores e os donos têm que assistir a formações teóricas junto das autoridades. Quem não cumprir fica sujeito a coimas e só no ano passado foram aplicadas 410.

O número de ataques de cães em 2019 segue a mesma tendência da do ano passado, tendo no primeiro trimestre sido registados 282 ataques.