Sporting

Varandas fala em medo na arbitragem, Juve Leo apoia Musta e Bruno de Carvalho recorda very light

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Juve Leo virou tarja em apoio ao líder Musta detido esta sexta-feira, Bruno de Carvalho recordou adepto morto no Jamor em 1996 e Varandas deixou críticas à arbitragem na análise ao Campeonato.

Frederico Varandas considera que arbitragens mudaram na segunda volta e pede "coragem" na final da Taça de Portugal

MÁRIO CRUZ/LUSA

Menos adeptos do que é normal, a chegar atrasados como já não costumava acontecer e com uma tarja ao contrário que fazia antever algo que se confirmaria no decorrer da partida: a claque Juventude Leonina não esqueceu a detenção na véspera do seu número 1, Nuno Mendes, que ficará à espera da instrução e do julgamento no caso do ataque à Academia em prisão preventiva, e durante o clássico levantou uma tarja com a frase “Musta: um líder, amigo e combatente”. O clássico não tinha nenhum aliciante para o Sporting que não fosse apenas o mero encerrar de Campeonato a ganhar ao adversário que defrontará na próxima semana na final da Taça de Portugal, mas não deixou de ser notório o muito menor número de apoiantes num jogo grande.

Frederico Varandas, presidente dos leões, assistiu ao encontro na tribuna ao lado do homólogo portista Pinto da Costa e do líder da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira. No final da partida onde a equipa contabilizou a sexta derrota num Campeonato onde voltou a não passar da terceira posição a 13 pontos do campeão Benfica, o líder leonino teve uma rara aparição na zona mista para falar também de arbitragem, numa abordagem onde pediu “coragem” para a final da Taça de Portugal.

“Agora que a Liga terminou, gostaria de apelar às instituições que regulam, para não se esquecerem que há um jogo muito importante no próximo sábado, na final da Taça. Nunca me desculpei com as arbitragens, não o vou fazer hoje, mas é importante fazer uma análise. É verdade que o Sporting tem um presidente que incita à violência, um treinador que incute, que transmite violência para os seus jogadores e isso traduz-se numa equipa muito agressiva, muito violenta…”, começou por ironizar o presidente do Sporting, falando sobre as oito expulsões esta época. “É por isso que temos oito expulsões em 34 jornadas. Tenho de entender… É de facto resultado da violência que existe hoje neste clube. Veja-se o critério: um dos nossos rivais viu hoje pela primeira vez um jogador seu expulso. O Sporting quando fala é para haver melhor futebol, melhor arbitragem, melhores jogadores e melhores treinadores. Depois da final da Taça posso dar a minha opinião, mas a verdade é que se divide em duas partes: até à 18.ª jornada uma arbitragem boa, com erros, mas uma arbitragem sem grandes casos. A partir daí, faltou coragem”, prosseguiu.

“Vi lances, e alguns nem dizem respeito ao Sporting, que mancham o futebol português. Eu preocupo-me muito com o próximo ano. Que apareça um árbitro com coragem e que não olhe e veja se a camisola é do Sporting, do Benfica ou do FC Porto. Que saiba que existam regras. Admito a expulsão do Borja, mas vejo entradas que só dão amarelo… É preciso coerência e coragem. Confio no presidente do Conselho de Arbitragem. Sei o que é arrumar uma casa, mas peço-lhe que tenha coragem de arrumar a sua. Pode ser muito competente, mas se não tiver coragem de nada serve ao futebol português”, acrescentou, numa alusão à entrada de Felipe sobre Diaby onde o central azul e branco acabou por ver amarelo (e assim poder jogar a final da Taça).

“Como adepto, a partir da 18.ª jornada os árbitros tiveram medo. Nas últimas jornadas tremem… Peço que apareça, no sábado, numa final muito importante, um clássico, um árbitro com coragem. Que veja o que é uma expulsão. Se há árbitros com coragem Há mas peço é que apareçam. Eu próprio vou rever com toda a minha estrutura a nossa conduta. Vou tentar melhorar, mas o que peço é um árbitro com coragem no Jamor”, concluiu Frederico Varandas.

Já Bruno de Carvalho, antigo líder dos leões destituído em Assembleia Geral e expulso de sócio pelo Conselho Fiscal e Disciplinar, voltou a falar nas suas redes sociais e não deixou passar a data para recordar o dia da morte de Rui Mendes no Jamor, na final da Taça de Portugal de 1996. “Hoje é um dia muito triste para todos nós, jamais poderemos esquecer o momento mais negro na história do nosso clube. Foi a 18 de Maio de 1996 que o nosso adepto Rui Mendes foi assassinado por um very light. Em 2017 foi Marco Ficcini. Lembrar para jamais esquecer”, escreveu o ex-presidente verde e branco.

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