Eleições Europeias

Jerónimo critica PSD e CDS-PP por não terem salvado Portugal

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O líder comunista diz que os partidos "não foram capazes de salvar Portugal do atraso e dos graves problemas que hoje enfrentamos", apesar de se terem apresentado como "salvadores da Europa".

As declarações de Jerónimo de Sousa surgiram num jantar em Meca, freguesia do concelho de Alenquer

HUGO DELGADO/LUSA

O secretário-geral do PCP criticou esta segunda-feira PSD e CDS-PP por surgirem nestas eleições europeias como “salvadores da Europa”, quando “não foram capazes de salvar Portugal”, agravado os problemas dos portugueses.

PSD e CDS apresentam-se, nestas eleições, assumindo-se como salvadores da Europa, que dizem ameaçada, mas não foram capazes de salvar Portugal do atraso e dos graves problemas que hoje enfrentamos, antes os agravaram com a sua política de direita e de conluio com toda a ofensiva desencadeada pela ‘troika'”, disse Jerónimo de Sousa.

O líder do PCP discursava num jantar com centena e meia de pessoas em Meca, freguesia do concelho de Alenquer, no distrito de Lisboa, à mesma hora em que o cabeça de lista da CDU, João Ferreira, participava num debate da RTP, com outros candidatos às eleições europeias de domingo.

“Dizem que querem salvar a Europa, mas não foram capazes de fazer nada para atenuar o sofrimento infligido ao nosso povo e antes o ampliaram, nomeadamente com os jovens forçados ao desemprego e à emigração”, sublinhou o líder comunista.

Num dia de campanha marcado pelo reaparecimento do ex-primeiro ministro e ex-presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, Jerónimo de Sousa foi perentório: ao ter liderado o Governo que aumentou a carga fiscal, o social-democrata “devia ter algum decoro, lembrar-se do que fez e assumir essa responsabilidade perante os portugueses”.

Perante os resultados das sondagens televisivas hoje anunciados, que apontam para um quarto lugar da CDU, a quatro dias do fim da campanha, o líder comunista apelou ao voto para se “avançar com o reforço da CDU e não andar para trás”, apesar de admitir a existência de “ameaças, de perigos”. “Os resultados precisam de ser construídos, que ainda há votos a ganhar e pessoas para convencer”, advertiu.

Durante a tarde, Jerónimo de Sousa, disse que o partido “está a fazer” para manter o terceiro lugar nestas eleições e afirmou “estar confiante [nesse resultado] pelo ambiente” que tem encontrado na campanha.

Oiça as melhores histórias destas eleições europeias no podcast do Observador Eurovisões, publicado de segunda a sexta-feira até ao dia do voto.
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