Macau

Projeto da Grande Baía é “fase histórica” para Macau, diz presidente da Sociedade de Jogos de Macau

Daisy Ho falava na intervenção de abertura da Exposição Mundial de Jogo sobre o projeto político chinês da criação de uma metrópole mundial que junta Macau e Hong Kong a nove cidades da província.

FREDDY CHAN / STR/EPA

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  • Agência Lusa
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A presidente executiva da Sociedade de Jogos de Macau (SJM), Daisy Ho, declarou nesta terça-feira, na intervenção de abertura da Exposição Mundial de Jogo (G2E Asia) que o projeto da Grande Baía marca “uma fase histórica” para Macau.

“Macau está a entrar numa fase histórica, uma nova era de excitantes oportunidades e desafios”, disse a empresária no discurso de abertura da maior feira na capital mundial do jogo, que foi completamente dedicada a promover o projeto político chinês da criação de uma metrópole mundial que junta Macau e Hong Kong a nove cidades da província de Guangdong, no sul da China, com cerca de 70 milhões de habitantes.

“O projeto da Grande Baía vai promover maior abertura e conectividade entre estas zonas e é consistente com os objetivos de Macau, que são tornar-se o centro global da indústria de turismo e entretenimento, aumentar a diversificação económica e servir de plataforma para as relações com os países de língua portuguesa”, disse a responsável, numa intervenção de quase uma hora.

Ao longo do discurso, Daisy Ho cingiu-se ao tema da Grande Baía e promoveu as suas principais vantagens, defendendo que Macau pode ter um “papel central” como ponto de encontro entre o Ocidente e o Oriente.

“Macau tem o estatuto especial de cidade central, apesar de ter um tamanho e população menor do que outros” participantes desta megametrópole que tem uma riqueza de 1,6 biliões de dólares que representa 12% do PIB da China, maior do que a Coreia do Sul, a Rússia ou a Espanha, por exemplo.

Ho salientou que a Grande Baía “é um importante pilar para o projeto ‘Uma Faixa, Uma Rota'”, uma iniciativa internacional chinesa que pretende reforçar as ligações e dinamizar o comércio entre várias economias da Ásia, do Médio Oriente, da Europa e de África, através do investimento em infraestruturas, e afirmou que “o plano de desenvolvimento reconhece que Macau já tem uma característica essencial de encontro de culturas”, mas apresenta também desafios para esta região.

“Aumentar a infraestrutura local, aumentar a capacidade de alojamento, adicionar mais atrações não relacionadas com o jogo, desenvolver recursos humanos locais para acompanhar as oportunidades de liderança, promover a economia verde no turismo e evitar o sobreturismo e deslocar a base de clientes para o mercado superior” foram os desafios apontados por Daisy Ho.

As ambições para o projeto da Grande Baía estão patentes no documento divulgado, em fevereiro, pelo Comité Central do Partido Comunista Chinês (PCC) e pelo Conselho de Estado, intitulado “Linhas Gerais do Planeamento para o Desenvolvimento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau”.

Macau deverá posicionar-se enquanto centro mundial de turismo e lazer e de plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e os países de língua portuguesa, mas também tem como missão a promoção da coexistência das diversas culturas, com predominância da cultura chinesa.

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