Rádio Observador

Bolsa de Nova Iorque

Wall Street fecha em baixa devido à subida da tensão EUA-China

A bolsa nova-iorquina encerrou em nítida baixa, devido à subida das tensões sino-norte-americanas, que estão cristalizadas em torno da Huawei e do seu eventual impacto na economia.

PETER FOLEY/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A bolsa nova-iorquina encerrou esta quinta feira em nítida baixa, devido à subida das tensões sino-norte-americanas, que estão cristalizadas em torno do grupo de telecomunicações Huawei e do seu eventual impacto na economia.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average recuou 1,11%, para os 25.490,47 pontos, e o tecnológico Nasdaq caiu 1,58%, para as 7.628,28 unidades.

O alargado S&P500 desvalorizou 1,19%, para os 2.822,24 pontos.

Sinal da apetência dos investidores pelos ativos considerados menos arriscados, a taxa a 10 anos da dívida dos EUA estava a descer às 20:10 de Lisboa para 2,310%, o valor mais baixo desde o final de 2017.

“A combinação de grandes títulos inquietantes no mundo, de indicadores económicos negativos e de incertezas persistentes no comércio pesaram no estado de espírito dos investidores”, comentou Ken Berman, analista na Gorilla Trades.

Os investidores estão cada vez mais inquietos com a subida das tensões sino-norte-americanas, que estão polarizadas na Huawei, que foi colocada na semana passada por Washington numa “lista negra” de sociedades suspeitas.

Enquanto o número dois mundial dos ‘smartphones’ está a ser abandonado pelos seus parceiros comerciais, o chefe da diplomacia norte-americana intensificou a pressão, ao acusar a Huawei de mentir sobre as verdadeiras ligações com as autoridades chinesas que, por sua parte, denunciam o “assédio” dos EUA.

Ao mesmo tempo, congressistas norte-americanos dos dois partidos (democratas e republicanos), no que foi um acontecimento raro, propuseram uma lei para proteger a futura rede de 5G nos EUA da Huawei.

“O risco é que as duas partes fiquem nas suas posições e que as tensões comerciais se prolonguem para além de 2019”, comentou Art Hogan, da sociedade de investimento National.

O Fundo Monetário Internacional, por outro lado, lançou um aviso sério aos EUA e à China, afirmando que a sua disputa ameaça a recuperação económica mundial esperada para o segundo semestre de 2019.

Informação económica dos EUA divulgada esta quinta feira reforçou esta possibilidade, com a primeira estimativa do índice PMI compósito do gabinete Markit a indicar uma forte redução do crescimento da atividade privada em maio, para os 50,9 pontos, que é o valor mais baixo nos últimos três anos.

O índice que mede a produção industrial, ao ficar nos 50,6 pontos, desceu mesmo para o seu nível mais baixo desde 2009.

“Uma vez sem exemplo, os investidores não reagiram apenas a mensagens na rede social Twitter e ao ruído envolvente das negociações comerciais”, comentou Gregori Volokhine, gestor de investimentos na Meeschaert Financial Services.

“Estes índices frescos são o primeiro sinal de que nos podemos estar a aproximar de um ponto de inflexão no crescimento” da economia norte-americana, previu.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)