Rádio Observador

Honda

O Honda eléctrico revela alguns dos seus segredos

A marca japonesa prepara-se para lançar o Honda e, o seu primeiro modelo 100% eléctrico a bateria. Enquanto o citadino não chega ao mercado, o fabricante nipónico vai arejando alguns “segredos”.

A Honda não podia ficar fora dos veículos eléctricos, pois apesar da sua presença no mercado europeu não ser tão forte como nos EUA ou no Japão, a realidade é que comercializa por cá uma série de veículos, com ênfase nas gamas pequenas e compactas. E se os quer continuar a vender, evitando as pesadas multas que aguardam os fabricantes que ultrapassem a fasquia dos 95 g de CO2/km em 2020, necessita de incluir híbridos plug-in e eléctricos na sua gama para o Velho Continente.

Sabe-se agora que o Honda e vai estar equipado com uma bateria de 35,5 kWh, uma capacidade interessante para um veículo citadino, que segundo o fabricante lhe assegurará uma autonomia de 200 km, sem que especifique o método de medição, informando por exemplo se terá sido determinado de acordo com o método WLTP, hoje standard na Europa. A ser verdade, 200 km de autonomia com 35,5 kWh de acumuladores aponta para um consumo médio de 17,7 kWh/100km, um valor demasiado elevado para ser credível, uma vez que o Zoe actual anuncia 13,6 kWh/100km, fasquia que deverá baixar para a próxima geração que a Renault irá introduzir ainda este ano.

Mas entre os segredos que a Honda decidiu partilhar, há uma série deles muito interessantes, que provam existir uma aposta séria neste sector. A começar pela plataforma, nova e específica para veículos a bateria, com o que parece ser uma grande distância entre eixos, para privilegiar a habitabilidade, e um motor montado atrás, como faz a Tesla e irá fazer a Volkswagen com o ID.3, mas ao contrário do que acontece com a Renault, Nissan e as marcas da PSA.

As suspensões são independentes à frente e atrás, importante para garantir o conforto num modelo que será mais pesado (devido aos acumuladores), e o Honda e estará igualmente equipado com um sistema de carga rápida, sem que a marca anuncie a máxima potência com que consegue lidar. Vai, porém, mencionando que o Honda eléctrico conseguirá recarregar 80% em apenas 30 minutos, o que apontaria para um pouco menos de 60 kW caso a rapidez de carga fosse uma situação linear, o que está longe de acontecer. Como termo de comparação, o novo Corsa-e anuncia recarregar 0-80% da sua bateria de 50 kWh em somente 28 minutos, ou seja, “abastecer” 40 kWh em 28 minutos, contra 28,4 kWh do Honda em 30 minutos. Se tivéssemos que apostar, apontaríamos para o citadino nipónico conseguir lidar com um valor mais próximo dos 50 kW do que dos 100 kW.

Como é hoje habitual na Europa, a tomada de carga é do tipo CCS Combo 2, o que lhe permite abastecer em DC e AC, com o fabricante a não ter revelado a potência do carregador interno. A marca adianta ainda que os packs de baterias são formados com células da Panasonic, sem especificar se os seus conterrâneos lhes asseguram somente as células (e de que tipo), ou a totalidade do pack já montado e com a refrigeração líquida.

Ainda não há preços, mas a Honda avança que já recebeu 31.000 “manifestações de interesse”, sem que se perceba o que esta afirmação quer dizer. Não se trata de encomendas com entrega de sinal, mas mera curiosidade, o que não deixa de ser revelante, tanto mais que as reservas estão apenas disponíveis em Alemanha, França, Inglaterra e Noruega.

Pesquisa de carros novos

Filtre por marca, modelo, preço, potência e muitas outras caraterísticas, para encontrar o seu carro novo perfeito.

Pesquisa de carros novosExperimentar agora

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: alavrador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)