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Banco de Portugal

727 mil milhões de euros. Endividamento da economia portuguesa sobe pelo quarto mês consecutivo

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Endividamento da economia portuguesa sobe sem parar desde dezembro e representa 355,9% do PIB do país (valor até março deste ano).

727 mil milhões de euros. Era este o valor do endividamento da economia portuguesa até ao final de abril deste ano, anunciou esta quarta-feira o Banco de Portugal. “Em abril de 2019, o endividamento da economia portuguesa setor não financeiro situava-se em 727,0 mil milhões de euros, dos quais 326,1 mil milhões de euros respeitavam ao setor público e 400,9 mil milhões de euros ao setor privado”, anunciou o banco central em comunicado divulgado na sua página.

O endividamento do setor não financeiro inclui toda a economia, deixando de fora a banca, e está a subir, em termos absolutos, desde dezembro de 2018 (quando estava nos 717,19 mil milhões). Em percentagem do PIB, o endividamento da economia portuguesa representava 355,9%  em março (último mês indicado pelo Banco de Portugal). No entanto, esta percentagem é mais de dez pontos percentuais inferior ao mesmo mês de 2018, quando chegava aos 367,5%.

Este ritmo de crescimento do endividamento nos últimos quatro meses explica-se pelo aumento da dívida das administrações públicas. Relativamente a março, o endividamento do setor não financeiro aumentou 2,6 mil milhões de euros. “Este aumento resultou do incremento de 2,8 mil milhões de euros no endividamento do setor público, que foi parcialmente compensado pela redução de 200 milhões de euros no endividamento do setor privado”.

Em dezembro de 2018, as administrações públicas tinham uma dívida de 310,6 mil milhões de euros, valor que aumentou para 319 mil milhões em abril deste ano. A subida do endividamento do setor público, esclarece o supervisor, deveu-se “sobretudo ao aumento do endividamento face ao setor não residente, ao setor financeiro e às próprias administrações públicas”.

No setor privado houve uma redução do endividamento das empresas face ao setor financeiro. “Esta redução foi parcialmente compensada pelo acréscimo do endividamento externo das empresas”.

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