A Mercadona, cadeia de supermercados espanhola, vai abrir mais 10 lojas em Portugal no norte do país, no próximo ano, revelou esta segunda-feira o presidente da empresa Juan Roig. Estes estabelecimentos vão assim somar-se aos 10 que abrem no país até ao final deste ano. A primeira loja, no Canidelo, Vila Nova de Gaia, é inaugurada esta terça-feira.

No discurso que antecedeu a visita institucional à nova loja, Juan Roig anunciou ainda que “nos próximos anos” a cadeia de supermercados vai alcançar as 150 lojas no país. O responsável avançou também que será construído um novo “centro logístico perto de Lisboa”, semelhante ao da Póvoa de Varzim (que vai abastecer os supermercados no norte do país).

A cadeia de supermercados já investiu no país cerca de 160 milhões de euros desde que, em 2016, anunciou a entrada em Portugal. Este ano prevê gastar mais 100 milhões de euros. Atualmente conta com 900 trabalhadores mas estima chegar aos 1100 até ao final do ano. Além da loja do Canidelo, a Mercadona vai chegar este mês a Matosinhos (dia 9), Maia (16) e Gondomar (23). As restantes lojas ficam restritas no norte do país (Porto, Braga e Aveiro).

Só a loja do Canidelo, inaugurada esta terça-feira, pressupôs um investimento de 8 milhões de euros e emprega 85 trabalhadores, mais do que os 50/60 previstos inicialmente, porque cá a cadeia abre aos domingos.

“É um dia histórico para a Mercadona”, disse Juan Roig, acrescentando ser “um orgulho que este marco histórico [o início da internacionalização] seja em Portugal”, país com quem Espanha tem “grandes laços afetivos”. O responsável agradeceu ainda à “terra que desde o primeiro dia, há 3 anos,” recebeu a Mercadona “de braços abertos”.

O ministro adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, também participou na visita institucional, frisando que o investimento da Mercadona é importante “do ponto de vista da economia”, por se tratar de um investimento em Portugal de um “grupo respeitado”, que traz consigo a criação de postos de trabalho. Além disso, vai permitir aos fornecedores portugueses “novas oportunidades de mercado” e de “colocação dos seus produtos”.

Já Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, frisou que o estabelecimento “vai passar a fazer parte” das vidas da população local.