Primeiro foram os comentários televisivos. Mais recentemente, a presença nos quartos do Campeonato do Mundo de futebol feminino ao lado do antigo presidente francês, Nicolas Sarkozy. Agora, Wimbledon, onde já chegou a ser elogiado por Andy Murray na sequência de um gesto que teve em 2014 quando deu um abraço ao britânico após uma derrota pesada frente a Roger Federer. José Mourinho não assumiu qualquer clube desde que saiu do Manchester United, a meio da última temporada, mas continua a ser protagonista. E notícia. Sendo que para isso basta apenas uma fotografia.

De acordo com o Telegraph, o encontro entre o treinador português e o homem mais rico da China, Hui Ka Yan, selado com uma fotografia onde ambos fazem um brinde com copos de vinho tinto, poderá levar o antigo campeão europeu por FC Porto e Inter para a Ásia, neste caso para o Guangzhou Evergrande que perdeu em 2018 o título de campeão para o Shanghai SIPG de Vítor Pereira após sete triunfos consecutivos na prova – sendo que, no final da 15.ª jornada, o líder é o Beijing Guoan.

Como explica a publicação, Hui Ka Yan, líder de um dos maiores grupos empresariais do país (Evergrande Group) e que teve uma grande influência no desenvolvimento não só da liga chinesa de futebol mas também das condições a nível de infraestruturas para as seleções nacionais, considera que uma contratação como a de José Mourinho poderá não só valorizar a competição mas também dar um sinal para os objetivos do país e da prova a breve e médio prazo, tendo como meta paralela a melhoria da equipa principal da China para se tornar “uma super potência mundial do futebol” – daí que a possibilidade de agarrar também ou em exclusivo na seleção principal possa também estar em cima da mesa nesta fase.

De recordar que, depois de ter rescindido com o Manchester United na terceira semana de dezembro de 2018, José Mourinho não voltou a agarrar em nenhuma equipa. Real Madrid (até à chegada de Zinedine Zidane pela segunda vez), Inter, Newcastle e até o Benfica, na transição entre Rui Vitória e Bruno Lage, foram alguns dos conjuntos apontados ao técnico português que, numa entrevista recente, admitiu pela primeira vez assumir o comando de uma seleção a breve prazo.

“Quero experimentar novas competições e penso num Mundial ou Europeu. Ganhar um quinto Campeonato num país diferente ou uma Champions num terceiro clube são coisas que gostaria de fazer mas o que quero é estar feliz, não necessariamente ganhar. Quero um projeto que me convença”, comentou José Mourinho.