Seis meses passaram desde o início do ano e desde então foram registados 5.260 incêndios. No mesmo período do ano passado, já tinham deflagrado mais 775 fogos. A redução é significativa. Ainda assim, a área ardida aumentou para quase o dobro, avança esta quarta-feira o Diário de Notícias.

O Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) regista esta quarta-feira 9.888 hectares queimados. Este valor ultrapassa em muito a área ardida no período homólogo do ano passado. Segundo o relatório de incêndios rurais de 2018 do ICNF, arderam entre janeiro e julho de 2018 5.564 hectares, num total de 6.505 incêndios rurais. É uma diferença de 4.324 hectares, apesar de o número de fogos ser menor.

Mas, e se há menos fogos, porque está a aumentar a área ardida? Uma primavera com temperaturas fora do normal e com vários incêndios florestais, falta de chuva, ventos de leste e comportamentos de risco da população são as causas, escreve o DN, depois de ouvir o presidente da Associação de Promoção ao Investimento Florestal. Ao mesmo tempo, o país regista condições climatéricas diferentes das observadas em 2018.

Várias zonas do país estão nesta quarta-feira em risco máximo de incêndio devido ao aumento acentuado das temperaturas. O território nacional está ainda sob aviso amarelo devido ao calor que se vai fazer sentir até ao final da semana.

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