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Rio admite que gostaria de ter “menos tumultos” no PSD

O líder do PSD admitiu esta quarta-feira que gostaria de ter "menos tumultos" no seu partido, numa entrevista à Rádio Renascença em que se recusou a comentar a demissão do seu vice-presidente.

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

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  • Agência Lusa
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O líder do PSD, Rui Rio, admitiu esta quarta-feira que gostaria de ter “menos tumultos” no seu partido, numa entrevista à Rádio Renascença em que se recusou a comentar a demissão do seu vice-presidente Castro Almeida.

“Gostaria que dentro do partido houvesse menos tumultos”, reconheceu o presidente do PSD, embora recusando comentar a demissão de Manuel Castro Almeida, um dos seus vice-presidentes, conhecida no fim de semana: “Já passou, mas mesmo que não tivesse passado são questões internas que não vou comentar”.

Rui Rio “gostaria que o PSD estivesse melhor”, mas quando questionado pela jornalista Eunice Lourenço sobre os responsáveis pelos tumultos, devolveu a pergunta.

“Isso tem de perguntar a quem faz tumultos. Da minha parte, faço tudo o que está ao meu alcance para os evitar. Sendo que as pessoas quando estão na política têm de se reger por convicções, não pode ser simplesmente por táticas e oportunismo”, assinalou.

O líder social-democrata deixou entender que o trabalho de afirmação do partido está a ser prejudicado pelos tais tumultos internos.

“Estou na presidência do PSD há um ano e tal e seria hipócrita se não reconhecesse que tem havido tumultos a mais no PSD para aquilo que é o desejo, não só dos militantes do PSD, como dos portugueses como um todo. Perante o Governo do PS só há uma alternativa: é o PSD. Não vale a pena estarmos aqui a fazer contas de cabeça com outras soluções, porque não há outras soluções. As próximas eleições ou são ganhas pelo PS ou são ganhas pelo PSD, não são ganhas por mais ninguém”, salientou.

Na perspetiva de Rui Rio, “o povo português, seguramente, quer um PSD forte, capaz de ombrear com o PS nas eleições para haver uma oposição forte e uma alternativa”. “A pior coisa que há é quando um governo não tem alternativa e, portanto, faz aquilo que lhe apetece”, argumentou.

Quanto ao estado da nação, após quatro anos de governação do PS com o apoio do PCP, BE e PEV, o presidente do PSD concluiu que o país está, “aparentemente”, melhor na economia, mas pior nos serviços públicos, havendo “mais emprego”, mas não “melhores empregos”.

“Se pensarmos em termos de futuro do país, a economia não está bem. Tem tido taxas de crescimento fracas, mas acima de tudo essas margens orçamentais não têm sido usadas para o futuro do país. Aquilo que a economia tem de oferecer aos portugueses é mais emprego e melhores salários. Temos tido mais emprego, é verdade, mas não temos tido melhores empregos. Para isso é preciso que haja políticas públicas que incentivem o futuro”, defendeu.

Segundo o presidente do PSD, a “ política económica tem sido uma política de distribuição”, dando “a sensação às pessoas de que se está bem”.

“Mas não vamos estar bem a médio e longo prazo. Não quer dizer que vai ser um caos, não”, acrescentou.

Na entrevista, Rui Rio criticou a degradação nos transportes públicos, setor que vive “um caos completo” após o governo ter reduzido o preço dos passes sociais, mas não ter aumentado a oferta, mas em “situação pior” considerou estar o Serviço Nacional de Saúde: “Qualquer pequena degradação no Serviço Nacional de Saúde é muito sentida pelas pessoas”.

O líder social-democrata disse que será candidato a deputado nas próximas legislativas, embora não indicando o lugar que deverá ocupar na lista do Porto.

“O normal é que o líder do partido seja candidato a deputado”, afirmou.

“Há sempre muitas guerras dentro dos partidos, há muitos a querer ser deputados e não há lugar para todos e depois há algumas vaidades e eu dei um exemplo: começa já por mim, não vou ser primeiro. É um ato simbólico”, justificou.

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