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Ministério da Educação quer mochilas escolares menos pesadas

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O Ministério da Educação lançou a campanha "Mochila Leve" que inclui dezenas de recomendações, como a de cada turma ter sempre a mesma sala de aulas e a de haver mais cacifos nas escolas.

JOSE COELHO/LUSA

O Ministério da Educação (ME) lançou uma campanha para aliviar o peso das mochilas escolares. A campanha de sensibilização chamada “Mochila Leve” destina-se a escolas, a alunos e a encarregados de educação, e resulta de dezenas de recomendações que esta quinta-feira ficam disponíveis na plataforma de atribuição de manuais gratuitos (Mega), noticia a agência Lusa.

Entre as muitas recomendações está a proposta de atribuir a mesma sala de aulas a cada turma, de maneira a que as crianças não tenham de passar tanto tempo com a mochila às costas, bem como a promoção do uso de cacifos. Estes conselhos do Ministério da Educação fazem parte de uma recomendação que foi aprovada por unanimidade no Parlamento em 2017, depois de uma petição contra o peso das mochilas escolares reunir mais de 50 mil assinaturas.

A tutela vai propor aos professores que estes passem a planificar as aulas de maneira a saber de antemão quais os manuais a serem usados nos respetivos dias, para evitar que os alunos levem material desnecessário para as escolas. “Promover o uso partilhado dos manuais de forma rotativa, alternando o dia em que diferentes alunos levam os livros para a aula” é também uma das recomendações do Ministério da Educação para os professores e diretores escolares. “O saber não deve pesar” é o slogan da campanha criada pelo ministério, que aposta ainda em recomendações para encarregados de educação: como optar pela compra de mochilas com rodas ou ergonomicamente adequadas e pela aquisição de material escolar leve.

A preocupação em torno do peso das mochilas está diretamente ligada a questões de saúde, visto que muito peso às costas pode, segundo uma nota da Direção-Geral de Saúde que também será disponibilizada no site Mega, “provocar lesões degenerativas da coluna que alteram o crescimento do corpo”. O jornal Público recorda que nos agrupamentos de escolas onde foram feitas avaliações tendo em conta as mochilas, concluiu-se que mais de metade dos alunos carregam mochilas cujo peso é superior a 10% do total do corpo.

(artigo atualizado às 08h45)

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