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António Costa: “Há um claro sentimento social de revolta e de incompreensão perante a greve” dos motoristas

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O primeiro-ministro alerta para a incompreensão do momento da greve, uma vez que "se refere a aumentos salariais de 2021 e 2022". "Ninguém compreende", atirou, mantendo-se positivo sobre um acordo.

Depois do encontro semanal com Marcelo Rebelo de Sousa, que teve lugar em Loulé, o primeiro-ministro apelou aos patrões e motoristas para que arranjem um atendimento na próxima segunda-feira

RODRIGO ANTUNES/LUSA

Um “claro sentimento social de revolta e incompreensão” e “uma luta que o país não percebe”. António Costa considera que a greve dos motoristas de matérias perigosas, marcada para a partir do dia 12 de agosto, é incompreensível, uma vez que “se refere a aumentos salariais de 2021 e 2022, quando já estão acordados aumentos salariais de 250 euros para janeiro de 2020”. E mantém a esperança que ambas as partes cheguem a um consenso.

Depois do encontro semanal com Marcelo Rebelo de Sousa, que teve lugar em Loulé, o primeiro-ministro apelou aos patrões e motoristas para que arranjem um atendimento na próxima segunda-feira, altura em que vão voltar a reunir. “É a última oportunidade para que haja uma solução acordada”, referiu, voltando a sublinhar que “ninguém compreende como é que se faz uma greve em agosto de 2019 relativamente a aumentos salariais de 2021 e 2022″.

No entanto, e caso a greve vá mesmo para a frente face à falta de acordo, António Costa garantiu que “o Governo está neste momento preparado para adotar todas as medidas do ponto de vista legal e operacional para minorar tanto quanto possível os efeitos de uma eventual greve”. Uma greve, volta a referir, “indesejável, que nada justifica”.

O direito à greve é um direito legítimo de todos os trabalhadores mas com a devida proporcionalidade, com a devida razoabilidade. Creio que nem é saudável criar num país tanto antagonismo, uma luta que dificilmente as pessoas conseguem compreender.”

Costa volta a garantir que o Governo vai “fazer tudo” o que é permitido pela lei e pela Constituição para minorar os efeitos da greve, mas alerta: “As medidas permitirão mitigar, mas não resolver”.

A greve convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), que começa em 12 de agosto, por tempo indeterminado, ameaça o abastecimento de combustíveis e de outras mercadorias.

O Governo terá de fixar os serviços mínimos para a greve, depois das propostas dos sindicatos e da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) terem divergido entre os 25% e os 70%, bem como sobre se incluem trabalho suplementar e operações de cargas e descargas.

A greve do SNMMP iniciada em 15 de abril levou à falta de combustíveis em vários postos de abastecimento em todo o país, tendo o Governo acabado por decretar uma requisição civil e convidar as partes a sentarem-se à mesa das negociações.

O SIMM já veio dizer que as consequências desta greve serão mais graves do que as sentidas em abril, já que, além dos combustíveis, vai afetar o abastecimento às grandes superfícies, à indústria e aos serviços, podendo “faltar alimentos e outros bens nos supermercados”.

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