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Número de javalis e autorizações de caça aumentam em Portugal

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Os incêndios e a seca têm feito com que os javalis dispersem mais à procura de alimento, explica o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. Podem ser caçados até 30 de setembro.

Os javalis têm uma elevada capacidade de reprodução e de adaptação a vários ambientes

PAULO NOVAIS/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) reconheceu que há um aumento de javalis em Portugal porque foram avistados mais animais desta espécie e aumentaram os pedidos de abate.

“Tendo em conta o número crescente dos avistamentos, o aumento dos pedidos de correção de densidades [número da população] e o consequente aumento do número de abates por parte das zonas de caça, existe uma perceção de que as populações desta espécie estão a aumentar”, referiu o ICNF à agência Lusa.

De acordo com a entidade, este fenómeno tem correspondência com o que se tem vindo a verificar em praticamente em todos os países europeus ao longo da última década.

Para controlar o aumento da espécie em território nacional, o Governo determinou a implementação de plano de correção do número da população de javalis, em articulação com as organizações do setor da caça, tendo já sido publicados dois editais de correção extraordinária da densidade de javalis.

O ICNF referiu ainda que, ao abrigo dos dois editais, é permitido abater javalis pelos processos de espera e de batida, até 30 de setembro, em zonas de caça. O período de correção poderá ser alargado, após avaliação em outubro.

Em declarações à Lusa, o secretário-geral da Federação Nacional de Caçadores e Proprietários, Eduardo Biscaia explicou que o processo de espera ocorre durante a noite, em determinados locais — zonas de caça, onde os caçadores colocam alguns comedouros para atrair os javalis.

Já o processo de batida, segundo o dirigente, exige “uma requisição do ICNF pelas zonas de caça, para que sejam minimizados os prejuízos”, através de caçadores locais.

No entanto, o ICNF assegurou que “tem vindo a autorizar as correções de densidades requeridas e tem vindo a sensibilizar as entidades titulares e gestoras de zonas de caça para a necessidade de cumprimento das respetivas obrigações”.

Como quase todo o território cinegético, em Portugal, está ordenado com zonas de caça, o ICNF lembrou ainda que “a responsabilidade pela gestão das populações de javali e pelo pagamento de prejuízos [em especial à agricultura] que estas provoquem é das entidades titulares e gestoras de zonas de caça”.

Para o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, não é possível obter densidades e valores absolutos de comunidade de javalis em Portugal, uma vez que se trata de uma espécie com grande capacidade de mobilidade.

“A sua elevada capacidade de reprodução, de adaptação a vários ambientes e a diversas fontes de alimentação potenciam a sua dispersão”, sublinhou, indicando que os incêndios e a seca têm contribuído para aumentar a dispersão de javalis por várias áreas em busca de alimento.

Atualmente, o ICNF está a elaborar um estudo com a duração de um ano sobre a biologia do javali, através de observações diretas e indiretas nas zonas de amostragem previamente definidas.

A entidade ressalvou que “a obtenção de resultados minimamente consolidados implica a observação e acompanhamento das populações existentes ao longo de um ciclo anual”, durante as quatro estações – primavera, verão, outono e inverno.

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