Almeida Rodrigues, ex-diretor Nacional da Polícia Judiciária, vai ser investigado pelo Ministério Público por suspeitas de violação do segredo de justiça, no caso que envolve o desaparecimento das armas de Tancos, por alegadamente ter passado informações ao ex-diretor da PJ Militar, o coronel Luís Vieira, escreve este sábado o Diário de Noticias.

Desde o início de 2019 foram extraídas novas certidões referentes ao processo já citado, que deram início a inquéritos-crime, sendo Almeida Rodrigues um dos visados. A ele juntam-se três procuradoras — Cândida Vilar, do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) e ainda as procuradoras do Algarve, Helena Miguel e Isabel Nascimento — e mais militares, além dos 13 já acusados. Todos eles vão ser investigados pelo MP.

O DN destaca Vasco Brazão, ex-porta-voz e investigador da Polícia Judiciária Militar, como um dos acusados, que será alvo de um novo inquérito-crime por desobediência. Também o tenente-general João Cordeiro, ex-chefe da Casa Militar do Presidente da República, é alvo de investigação por suspeitas de crime de falsas declarações.

Cândida Vilar investigada por alegada interferência contra o MP no caso de Tancos

O Ministério Público (MP) instaurou o processo contra Cândida Vilar em abril por esta ter alegadamente aconselhado o major Vasco Brazão, oficial da Polícia Judiciária Militar, a não dar informações ao MP e à PJ durante a investigação ao desaparecimento de armas e equipamento militar dos paióis de Tancos. Poderão estar em causa crimes contra a realização da justiça, como denegação de justiça, prevaricação e favorecimento pessoal. Além disso, estão também em causa violações dos deveres dos magistrados do Ministério Público.