Na sua habitual crónica no The Sun, Jeremy Clarkson não deixou passar em claro o discurso da sueca de 16 anos Greta Thunberg na ONU, perante os líderes mundiais. Não porque o tema fosse incorrecto ou lhe faltasse actualidade, mas sobretudo pelo tom, irritado, pouco razoável e pejado de choro. Defende Clarkson que, “se Thunberg se reserva o direito de analisar o comportamento da sua geração, então também ele tem o direito de se debruçar sobre a dela”.

Para começar, Jeremy concentrou-se na viagem, em que Greta atravessou o atlântico rumo a Nova Iorque num veleiro pertença da família real monegasca, o que obrigou dois velejadores a viajar de avião para trazer o barco de regresso, uma vez que também a jovem sueca optou por voar de volta à Europa, em vez de regressar por via marítima e não poluente.

Ao “como se atrevem” da activista ambiental, responde o ex-apresentador do Top Gear e do actual The Grand Tour, “como se atreve você atravessar o Atlântico num veleiro em fibra de carbono de 15 milhões de libras (cerca de 17 milhões de euros), que não é seu, e que tem um motor diesel para quando não há vento, que se esqueceu de mencionar”.

Para o apresentador britânico, que admite que “o planeta está a aquecer e que o homem contribuiu para esta realidade”, a solução não é chorar durante um discurso ou bater com os punhos na mesa. O necessário é permitir que os cientistas, que analisam e trabalham numa solução há anos, continuem o seu trabalho. Para depois terminar a aconselhar a jovem a regressar à escola e a estudar, para se juntar aos cientistas que em todo o mundo são parte da solução do problema ambiental.

Salientando que muitas das pessoas que criticou este fim-de-semana é exactamente isso que fazem, Jeremy Clarkson termina a aconselhar Greta Thunberg a “ser uma boa menina e calar-se enquanto os crescidos continuam a desenvolver soluções para resolver o aquecimento global”.