Gordon Sondland, embaixador dos Estados Unidos para a União Europeia, admitiu que Donald Trump tentou persuadi-lo a trabalhar com Rudolph W. Giuliani, advogado pessoal do presidente norte-americano, em matérias relacionadas com a Ucrânia. A notícia está a ser avançada pelo The Washington Post.

Gordon Sondland passa a ser mais uma figura de destaque a abrir o caminho de Donald Trump para fora da Casa Branca, caso o processo de impeachment siga em frente. Esse processo foi aberto depois de se ter descoberto que o presidente dos Estados Unidos tinha pressionado o governo ucraniano a investigar Joe Biden e o filho, Hunter Biden, por causa dos negócios que tinha naquele país. Em troca, Trump desbloquearia 400 milhões de dólares para apoio militar a Kiev.

Segundo o diplomata, Donald Trump “orientou os que estavam numa reunião para conversar com Giuliani, o seu advogado pessoal, sobre as preocupações” que tinha. O presidente americano mostrou-se cético em relação ao empenho do Governo da Ucrânia em combater a corrupção. “Era evidente para todos nós que a chave para mudar a opinião do presidente sobre a Ucrânia era Giuliani”, contou Gordon Sondland.

O embaixador garantiu que só mais tarde percebeu que aquela podia ser uma estratégia para influenciar os resultados presidenciais nas eleições de 2020 — Joe Biden é um dos potenciais candidatos democratas: “A agenda de Giuliani também pode ter incluído um esforço para levar os ucranianos a investigar o vice-presidente Biden ou o filho, ou a envolver ucranianos, direta ou indiretamente, na campanha de reeleição do presidente em 2020”.

Entretanto, Donald Trump está a movimentar a ala republicana do Parlamento norte-americano numa tentativa de derrubar Adam B. Schiff , que está a conduzir o pedido de impeachment enquanto presidente do Comité Permanente de Vigilância da Câmara dos Estados Unidos. O presidente norte-americano deve comentar novamente o caso num comício no Texas agendado para esta quinta-feira.