Quatro espeleólogos portugueses estão retidos numa gruta espanhola de Cueto-Coventosa desde sábado e há uma equipa de resgate a tentar retirá-los. O que se sabe sobre esta gruta, que é a mais profunda da Europa, entre as que são visitáveis? Aqui ficam algumas informações, em números.

2 entradas: a gruta Cueto-Coventosa tem duas entradas, a de Cueto e a de Coventosa. Os espeleólogos portugueses entraram pela primeira.

6,7 quilómetros: comprimento da travessia entre as duas entradas, informa o El Mundo.

300 metros: tamanho do poço Juhué, um poço vertical, refere o El Diário Montañés.

600 metros: segundo o El Mundo, há descidas nesta gruta que podem chegar aos 600 metros de profundidade.

780 metros: o ponto mais profundo da gruta tem 780 metros de profundidade. O número é avançado por Pedro Pinto, especialista em espeleologia.

Entre 600 a 1000 metros: distância entre a entrada Cueto, local por onde entraram os portugueses, e o local onde devem estar presos os espeleólogos.

30 quilómetros: o espeleólogo português Pedro Pinto refere que a gruta tem “ao todo 30 quilómetros de galerias”.

3 lagos: o número de lagos entre o local onde estão os espeleólogos portugueses e a saída da gruta. Pedro Pinto refere que os portugueses devem estar “numa zona ampla entre a galeria del Agujero Soprador e o terceiro lago”. Com a quantidade de água que se foi acumulando, esses três lagos juntaram-se e formam agora um só lago de grandes dimensões.

8ºC: esta é a temperatura a que se encontra a galeria onde devem estar os quatro espeleólogos portugueses, de acordo com Pedro Pinto.

6ºC: segundo o espeleólogo português, esta é temperatura do lago que está a impedir a saída dos espeleólogos da gruta.

10 cm: o nível da água da gruta está a baixar 10 centímetros por hora, o que são boas notícias para os espeleólogos. Agora só é preciso que pare de chover.

20 horas: de acordo com Pedro Pinto, este é o tempo médio que se demora a percorrer a gruta.

87 acidentes: esta é a gruta da Cantábria com maior registo de acidentes, uma média de 87 por ano entre 2004 e 2008, refere o El Mundo.

1975: esta é a gruta com mais acidentes desde 1975, segundo o El Diário Montañés.

24: número de resgates que já houve na gruta Cueto-Coventosa desde que há registo, adianta o El Mundo.

1985: em agosto desse ano, o suíço Eric Vogel ficou preso na gruta depois de fraturar uma perna, mais concretamente a tíbia e o perónio. Foi resgatado ao fim de cinco dias, lê-se no jornal El Correo.

1 milhão de pesetas: o resgate deste suíço custou um milhão de pesetas (atualmente cerca de seis mil euros) à Proteção Civil, refere o El País.

1991: o El Correo descreve-o como sendo “o ano mais trágico”. Em junho desse ano, morreu um espeleólogo britânico, Julien Vahan Smith, num acidente no segundo lago da Coventosa. Em julho, o espeleólogo madrileno Esteban Galaz caiu e sofreu um traumatismo craniano. Em dezembro, o espeleólogo Francisco Galla caiu num poço e partiu um braço.

2003: data em que se registou o último ferido.

2012: nove espeleólogos estiveram presos durante cerca de 30 horas nesse ano, refere o El Diário Montañés.