A Escócia está perto de ser independente, afirmou este sábado a primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, na cidade de Glasgow perante milhares de manifestantes que reclamam um novo referendo.

“As eleições parlamentares de 12 de dezembro são as mais importantes do nosso tempo para a Escócia, cujo futuro está em jogo”, declarou a líder do partido pró-independência SNP perante os manifestantes, que agitavam bandeiras azuis e brancas da Escócia.

Sturgeon pretende um referendo sobre a independência da Escócia do Reino Unido em 2020, afirmando que a saída da União Europeia [Brexit] mudou as circunstâncias desde que o “não” ganhou o referendo sobre a independência escocesa realizado em 2014.

O Governo de Londres opõe-se a uma nova consulta popular, afirmando que os resultados obtidos há cinco anos são a palavra final sobre “um evento único, organizado uma vez em cada geração”.

Em 2014, um dos argumentos a favor da manutenção da Escócia no Reino Unido foi que, no caso de uma divisão da Grã-Bretanha, os escoceses perderiam os benefícios de pertencer à União Europeia.

Dois anos depois, no referendo sobre o Brexit, 62 por cento dos escoceses opuseram-se à saída do Reino Unido da União Europeia.