O líder do PSOE, Pedro Sánchez, “vai sondar” os líderes políticos nas próximas horas para começar as negociações, revelou esta segunda-feira o secretário de organização do PSOE, José Luis Ábalos. Os socialistas espanhóis rejeitam, para já, uma coligação com o PP, o segundo partido mais votado, depois do “complexo” panorama que resultou das eleições. “Não vamos apostar em nenhum grande governo de coligação”, disse o dirigente. Mas os socialistas não fecham a porta a um entendimento com o Unidas Podemos. “Primeiro temos de falar”, disso o porta-voz do PSOE.

Ábalos não esclareceu se os socialistas vão deixar o Unidas Podemos, de Pablo Iglesias, entrar num Governo, mas deixou claro que não quer depender das forças independentistas. “Continuaremos a tentar não depender dos independentistas”, afirmou.

Nas eleições de domingo, os socialistas ganharam com 28% e conseguiram eleger 120 deputados (menos três do que em abril). Portanto, mais uma vez, não chegaram à maioria absoluta. “Prometemos que a Espanha terá um governo o mais rápido possível”, afirmou José Luis Ábalos.

Um dos efeitos dos resultados eleitorais de domingo já se fez sentir no Ciudadanos que teve um mau resultado (passou de 57 para 10 deputados) : Albert Rivera, o líder, apresentou esta segunda-feira a sua demissão da chefia do partido e do seu lugar de deputado.

Arnaldo Otegi, líder de EH Bildu, o partido de extrema-esquerda que conseguiu eleger cinco deputados, também já deu o aviso a Sánchez: “As coisas mudaram em relação a abril” e, por isso, não vão voltar a facilitar um governo do PSOE se o partido “caminhar para um modelo de governo autoritário”.

Já Marta Vilalta, porta-voz da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), não fechou a porta a uma futura negociação com o PSOE, mas avisou que é necessário “escolher entre uma solução democrática ou mais à direita”.

(Em atualização)