Se estiver numa relação amorosa e não confiar na pessoa com quem está, esta app não era melhor solução para estimular a confiança. A Like Patrol permitia ao utilizador escolher outra conta do Instagram para espiar e, assim, saber quem punha gostos nas fotografias e o que a pessoa andava a fazer. Por causa disso, foi banida este fim-de-semana da App Store pela Apple, avança o CNET.

A equipa por detrás do Like Patrol sempre foi muito clara nas intenções da app: tornar mais fácil espiar ou perseguir (em inglês, stalking) outros utilizadores. Esta funcionalidade era um “seguir com esteróides”, uma funcionalidade que o Instagram já tem, contou Sergio Luis Quintero, responsável pela app. A aplicação, que foi lançada em julho, tinha como público alvo pessoas que estão em relações e até tinha uma funcionalidade que permitia analisar se uma pessoa bonita pôs ou não um gosto numa partilha de quem estava a espiar.

De acordo com a Apple, este tipo de mecanismo viola as regras de utilização da App Store. Contudo, Sergio Luis Quintero, já disse que vai contestar a decisão: “Acreditamos piamente que a nossa app não viola as políticas da Apple, e planeamos recorrer dessa decisão nos próximos dias “, disse.

Tecnicamente, a app de Quintero permite fazer de forma mais fácil algo que, de forma manual, um amante mais ciumento já consegue fazer com a aplicação. No entanto, sendo um serviço tecnológico, a Like Patrol tinha um preço de subscrição anual de 80 dólares (cerca de 72,6 euros). Segundo o criador da app, chegou a ter perto de 300 utilizadores.

Apesar de poder ser debatido se a app vai, ou não, contra as regras da App Store, as regras do Instagram (detido pelo Facebook) são mais claras. A rede social proíbe outros serviços de agregar informação de perfis públicos. Por causa disso, o Instagram também enviou um aviso para a Like Patrol deixar de funcionar. Como retaliação, Quintero disse que vai tornar público o código que criou para quem quiser poder utilizar os serviços.