O primeiro-ministro encontra-se esta quinta-feira com o seu homólogo sueco, Stefan Löfven, em Estocolmo, reunião em que procurará um consenso sobre o orçamento comunitário (QFP) pós-2020 e apresentará as prioridades da presidência portuguesa da União Europeia em 2021.

Na sexta-feira, também na capital sueca, António Costa discursa na Convenção da Aliança Progressista, subordinada ao tema “Uma agenda progressista para o futuro do trabalho, sustentabilidade e solidariedade”.

António Costa chega a Estocolmo ao fim da tarde desta quinta-feira, jantando depois com o primeiro-ministro sueco. Um encontro em que, segundo fonte diplomática nacional, serão analisados temas como o Orçamento comunitário (QFP), a preparação da presidência portuguesa da União Europeia, a entrada em funções da nova Comissão Europeia e a preparação do novo ciclo institucional.

Com o seu homólogo sueco, António Costa procurará em primeiro lugar aproximar posições em matéria de perspetivas financeiras da União Europeia pós-2020, sendo a Suécia um dos países que apoia a proposta da presidência finlandesa, a qual Portugal rejeita.

Neste ponto, perante o atual quadro de impasse entre Estados-membros, António Costa defende a necessidade de se encontrar um consenso rapidamente e sustenta que a proposta portuguesa reúne condições para alcançar esse consenso.

Há uma realidade que acho que todos têm presente: Uma descontinuidade de transição entre dois quadros comunitários será muito negativa para a economia europeia. E já temos muitas nuvens no horizonte”, advertiu António Costa no início deste mês em Praga.

Na capital checa, o chefe do Governo português voltou a insistir que as contribuições dos Estados-membros deveriam ser fixadas nos 1,16%, de modo a manter “exatamente o nível de contribuição atual, descontado o Reino Unido”.

“Em termos nominais, significa mais dinheiro, porque o Rendimento Nacional Bruto aumentou, mas significa que a percentagem de esforço de cada um de nós para a União ficaria exatamente na mesma”, notou, vincando que o número proposto por Portugal permitiria “acelerar a aproximação” entre as propostas do executivo comunitário e do Parlamento Europeu e diminuir a resistência dos países – Alemanha, Áustria, Dinamarca Finlândia e Suécia – que não querem contribuir mais do que atualmente.

Já em relação às prioridades já definidas pela futura presidência portuguesa da União Europeia, fonte diplomática disse à agência Lusa que essas prioridades têm o apoio da Suécia.

No primeiro semestre de 2021, Portugal quer colocar na agenda a aprovação de um “Pacto para a Europa Verde” no domínio ambiental, sendo que “o tema fundamental” será o das relações com o continente africano.

Antes de regressar a Lisboa, na sexta-feira ao início da tarde, já na qualidade de secretário-geral do PS, António Costa discursa na Convenção da Aliança Progressista sobre “Uma nova era progressista”, num painel em que, para além do chefe de governo sueco, também será orador o vice-chanceler alemão, o social-democrata Olaf Scholz.

Após esta intervenção, o secretário-geral do PS participa num painel de discussão com o senador e presidente do Partido para a Ação do Cidadão (Costa Rica), Riza Hontiveros, o líder dos sociais-democratas suecos, Stefan Löfven, , com a presidente do SPÖ austríaco, Pamela Rendi-Wagner, com o vice-chanceler alemão Olaf Scholz, com o porta-voz do Congresso Nacional Indiano Manish Tewari e, finalmente, Carlos Lopes, que é professor da Escola Mandela da Universidade da Cidade do Cabo.

Segundo um comunicado do PS, na Convenção da Aliança Progressista “serão discutidas as questões ligadas à agenda progressista para o futuro do emprego, sustentabilidade e solidariedade”.

O encontro conta com a participação de vários líderes europeus, como o primeiro-ministro da Finlândia, Antti Rinne, o vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans, o presidente do Partido Socialista Europeu, Sergei Stanishev, e o líder do Grupo Socialistas Democratas (S&D) do Parlamento Europeu, Iratxe Garcia.