O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, enviou uma carta a Greta Thunberg a agradecer o trabalho da jovem ativista na luta contra as alterações climáticas. Greta, que chega a Lisboa na manhã de terça-feira, vai participar nos dias 2 a 13 de dezembro na cimeira sobre as Alterações Climáticas (COP25), que se realiza em Madrid.

Na missiva, divulgada este domingo, Matos Fernandes apontou que “Portugal é um dos países europeus que mais sofre com as consequências das alterações climáticas. Como resultado do aumento do nível do mar nos últimos anos, perdemos 13 metros quadrados de área costeira. No sul do país, a seca é crónica e ainda precisamos de saber como adaptar o nosso uso dos recursos”.

“Temos uma estratégia nacional ambiciosa de adaptação às alterações climáticas que temos seguido à risca porque, para Portugal, trata-se de um problema atual e não do futuro”, afirmou o ministro, agradecendo a Greta por tentar sensibilizar velhos e novos para “o grande desafio do nosso tempo”.

Apontando que 54% da eletricidade consumida no país é proveniente de fontes renováveis, João Pedro Matos Fernandes destacou também o esforço de Portugal para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e o objetivo de atingir a neutralidade carbónica até 2050. O ministro lembrou ainda que o país não tem energia nuclear.

No sábado, Greta Thunberg anunciou que a sua chegada à Doca de Alcântara, em Lisboa, está prevista para a manhã de terça-feira. À chegada, a jovem ativista será recebida pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, estando ainda prevista uma conferência de imprensa no local. Devido a atrasos na viagem, Greta já não terá tempo para passar na Assembleia da República como estava previsto.

A COP25 foi transferida de urgência para Madrid depois de o Chile ter dito que não tinha condições para a receber devido à situação no país. Foi Pedro Sánchez que sugeriu que a cimeira se realizasse em Espanha, de forma a “garantir” a sua realização, apesar do enorme desafio logístico que representa. A cimeira realiza-se anualmente numa região diferente do mundo, tendo calhado desta vez à América Latina a sua organização, depois da última vez ter tido lugar no leste Europeu, na Polónia.