A Liga de Clubes solicitou uma reunião de urgência ao ministro da Administração Interna após o incidente com tochas, potes de fumo e petardos que invadiram o campo do Estádio José Alvalade durante o dérbi desta sexta-feira entre Sporting e Benfica. O jogo esteve parado durante cinco minutos no início da segunda parte porque uma chuva de artefactos pirotécnicos caiu sobre o relvado (e nas bancadas), queimando até parte do campo.

Numa nota de imprensa, o presidente da Liga de Clubes, Pedro Proença, que viu o jogo ao lado do presidente do Sporting, Frederico Varandas, “lamenta profundamente o sucedido esta noite” e culpa “uma pequena franja de adeptos” de arruinar “um espetáculo destinado a todos”. “O futebol não vai ficar refém de um conjunto de pessoas que, sem rosto, mancham o nome dos clubes e dos seus fiéis e reais adeptos”, prometeu.

A Liga diz ainda que vai exigir revistas “mais rigorosas e eficazes” aos adeptos na entrada para os estádios, para assim “acabar, definitivamente, com a entrada de objetos perigosos e proibidos nos recintos desportivos”. Entretanto, Pedro Proença pretende analisar os incidentes com artefactos pirotécnicos junto do ministro da Administração Interna com o objetivo de “encontrar medidas eficazes para combater este flagelo”.

De recordar que, logo na primeira jornada do ano civil de 2020, tinham existido situações semelhantes (ainda que a uma escala menor) nos jogos V. Guimarães-Benfica e Sporting-FC Porto, a contar para a 15.ª jornada. Frederico Varandas, presidente do Sporting, reuniu na passada semana com o secretário de Estado do Desporto e da Juventude, João Paulo Rebelo, e o secretário de Estado adjunto da Administração Interna, Antero Luís.