O banco HSBC vai eliminar 35 mil postos de trabalho ao longo de três anos, o equivalente a 15% da força laboral que possui atualmente, avançou o The Guardian esta terça-feira. O objetivo é reduzir os custos no equivalente a cerca de quatro mil milhões de euros. O banco emitiu, ainda, um aviso para as filiais na Ásia devido ao surto de Covid-19 (coronovírus).

Esperamos que o número de trabalhadores passe de 235 mil para perto de 200 mil em 2022”, explicou o chefe executivo interino, Noel Quinn, acrescentando: “Isto representa um dos programas de reestruturação e simplificação mais profundos da nossa história”.

Segundo o banco, que opera em 64 países, os cortes no Reino Unido, onde o grupo emprega cerca de 40 mil trabalhadores, serão especialmente significativos. Os cortes, no entanto, não ficam por aqui – o banco planeia fechar um terço das 224 sucursais nos EUA e vender ativos num valor equivalente a 92 mil milhões de euros até ao final de 2022.

O sindicato Unite já pediu para falar urgentemente com o HSBC,de forma a perceber o impacto que o plano terá para os trabalhadores do Reino Unido. “Apesar de o HSBC ainda ter milhões de dólares em lucros, mais uma vez a equipa trabalhadora e dedicada acordou com a notícia de que o seu trabalho poderia estar em risco“, disse o oficial nacional de finanças, Dominic Hook.

A situação financeira do banco na Ásia poderá, ainda, agravar-se devido ao novo surto de coronavírus e os efeitos deverão sentir-se no desempenho operacional durante este ano, devido à diminuição de trabalhadores, fornecedores e clientes, principalmente na China e em Hong Kong.

“Acho que é realmente uma manifestação do tempo que demora a conter o vírus, e certamente alguns dos dados mais recentes deixaram-nos mais otimistas”, disse Ewen Stevenson, chefe do departamento financeiro do grupo.

Segundo Noel Quinn, o banco continua empenhado na China, que representa uma oportunidade significativa de crescimento, mesmo com o impacto do vírus.

“Absolutamente, precisamos de lidar com a situação do coronavírus a curto prazo, mas não vemos isso a alterar a atratividade estratégica da China a longo prazo“, explicou.