No ano passado o governo recuou na intenção de criar um concurso especial para os alunos do ensino profissional entrarem no ensino superior, um dos motivos dados foi a falta de tempo para mobilizar os estudantes, mas o assunto estará novamente em cima da mesa para entrar em vigor já no próximo ano letivo, avança o Público na edição desta quarta-feira.

Os contornos são semelhantes àquilo que já esteve em cima da mesa no ano passado e acabou por não avançar. Criar um regime especial de acesso onde os alunos que queiram concorrer ao ensino superior o possam fazer sem realizar os exames nacionais — como acontece aos estudantes dos cursos gerais. Em substituição dos exames nacionais terão “provas específicas, que podem ser teóricas ou práticas” e que serão realizadas pelas instituições de ensino a que se candidatam.

Caberá às universidades e institutos politécnicos decidir se aderem ao concurso especial ou não, para acolher nas suas salas alunos com cursos profissionais, cursos artísticos especializados e, ainda, da rede de escolas do Turismo de Portugal.

Ainda segundo o Público, no decreto-lei que o Governo preparou está previsto que as provas específicas tenham um peso máximo de 30% na classificação do aluno, que a nota final do curso profissional pese 50% e as provas de aptidão profissional os restantes 20%. Ao diário, o presidente da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES), João Guerreiro explica que é suposto o concurso ter um caráter nacional para que os critérios de entrada sejam “homogeneizados”, ainda que as provas individuais sejam feitas nas instituições a que o aluno concorre.

Ainda que o Governo tenha intenção de avançar com o concurso especial já no próximo ano letivo, os responsáveis pelas universidades e politécnicos duvidam dessa possibilidade, considerando as alterações que seria necessário implementar num espaço de tempo tão curto.