O site estará ativo a partir da próxima semana, mas o projeto foi revelado este domingo à noite: chama-se SOS Vizinho e pretende ajudar a levar bens essenciais e doentes e grupos de risco que estejam em isolamento devido à propagação do surto do novo coronavírus.

Em comunicado enviado ao Observador, a ideia é apresentada assim por Cláudia Dias, uma das fundadoras do SOS Vizinho: “A Netflix pode esperar, os portugueses que são grupo de risco e necessitam de alimentar-se não. Nasceu assim o SOS Vizinho!”

O projeto já juntou na sua fundação meia centena de pessoas “de várias áreas e zonas do país” e dedica-se a “organizar uma rede de apoio a grupos de risco neste momento de isolamento social”. O projeto surgiu online, organizou-se remotamente e “lançou-se entre a manhã de sábado e este domingo”, lê-se no comunicado.

O SOS Vizinhos vai existir garantidamente em site, que estará mais ativo na próxima semana, e possivelmente através de telefone, indicam os promotores da ideia. A criação de redes para apoio a idosos em isolamento tem sido notícia também, por exemplo, no Reino Unido.

O site já pode ser visitado (aqui) e permitirá dois tipos de inscrição: uma para voluntários, que se predisponham a ajudar, outra para idosos (com mais de 65 anos) e “doentes crónicos ((como hipertensos, pessoas com problemas cardíacos e cardiorespiratórios, diabéticos, pessoas imunodeprimidas e com doenças autoimunes, entre outras)” que queiram requerer ajuda para evitar sair de casa, “colocando-se em risco” para adquirir bens essenciais. O site contará ainda com um “Manual do Voluntário”, que recordará os inscritos dos “procedimentos de segurança nos vários cenários, desde a receção do pedido de apoio até à sua concretização junto do beneficiário”.

O projeto “cresce a cada minuto” e “já é do conhecimento do ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social”, tendo obtido “apoio da CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social”, refere ainda o comunicado, que remete mais informações para as páginas de Facebook e Instagram ou e-mail (geral@sosvizinho.pt).

A expectativa dos fundadores, que irão apoiar o projeto nas “áreas de Logística, Institucional, Jurídica, Compliance, Voluntários, Web Development e Comunicação”, é que a ele se associem “cada vez mais entidades e autoridades públicas, nomeadamente a Santa Casa da Misericórdia”.