O hub de empreendedorismo social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a Casa do Impacto, lançou a acalma.online, uma plataforma de videoconsultas de apoio psicológico online e gratuitas. O objetivo é dar resposta aos efeitos da pandemia de Covid-19 na saúde mental, decorrentes do isolamento social e incerteza face ao futuro. A plataforma está aberta aos psicólogos que se queiram inscrever para dar consultas.

Nesta plataforma, qualquer pessoa pode ter acesso gratuito a psicólogos clínicos, que são devidamente treinados e obter apoio na redução de sintomas associados à situação que vivemos, como a ansiedade e a depressão, explica a Casa de Impacto em comunicado enviado nesta sexta-feira.

Depois de aceder à plataforma, as pessoas devem proceder à marcação da sua consulta e quando esta for confirmada, decorrerá naquela plataforma. Cada videoconsulta tem a duração de 30 a 45 minutos. Se o psicólogo considerar que é preciso estendê-las, pode fazê-lo.

“A crise que atravessamos não se deve apenas à ameaça de contaminação. É também um desafio à nossa saúde mental quando confrontados com situações com as quais não estávamos habituados a lidar. Por isso, aliámo-nos a quem detém o know-how, para oferecer uma ferramenta simples e disponível para todos, que promove o alívio do impacto negativo através de apoio psicológico especializado. O acalma.online quer mobilizar a sociedade para a importância da saúde mental com uma proposta de valor complementar às iniciativas que foram surgindo neste âmbito. ” explica Inês Sequeira, diretora da Casa do Impacto.

A plataforma acalma.online de apoio à saúde mental foi desenvolvida no movimento Tech4COVID19, graças às parcerias estabelecidas com a startup de marcação de consultas online Doctorino e dois projetos residentes na Casa do Impacto, a Hug-a-Group e a ZenKlub, que se dedicam à saúde mental. A With Company é a responsável pelo branding do projeto e a Doctor Spin pela comunicação.

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Na plataforma já se encontram mais de 30 psicólogos clínicos certificados pela Ordem dos Psicólogos, “atuam segundo o Modelo de Intervenção em Crise, que consiste na criação de uma relação rápida e segura, e de forma não intrusiva, no apoio a necessidades e preocupações imediatas”. São voluntários, o que confere a gratuitidade das consultas.